quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

eventually, 2011


aproveito essa época para avaliar o que fiz nesse ano. na virada, contrariei tudo o que ouvi a vida inteira e passei de roxo. dizem que traz sorte e boas vibrações (e disso eu não posso reclamar).
pensando melhor, ainda bem que não consegui tudo aquilo que desejei, foi melhor assim. me reaproximei de pessoas que havia perdido e me afastei de quem eu julguei necessário. imaginei, realizei e concluí o maior projeto que eu pude pensar. e hoje sei quem estava do meu lado me dando força e me segurando quando eu fraquejei. conheci pessoas que vou levar pro resto da vida e outras que ainda não descobri porque vieram. aprendi o real significado de amizade. mas principalmente, de perdão. conheci alguns do lugares mais bonitos do Brasil e aproveitei cada segundo que estive lá. estudei e me dediquei ao que realmente era importante. e pude escolher o que fazer.
mas também fiz muita, mas muita besteira mesmo. apesar de ter aprendido a tirar alguma coisa boa de tudo isso, nem sempre é bom viver na prática. supervalorizei pessoas que não mereciam minha atenção. acreditei em amores que obviamente não eram mais os mesmos. desprezei quem fez por merecer. ignorei sonhos e sinais. dormi mais que precisava. não me despedi de quem eu gostaria. quebrei promessas que jurei nunca nem pensar em desonrar. cai nas mesmas armadilhas de sempre. mas finalmente descobri o que valorizar e o que é de verdade.
no balanço geral, retrocedi alguns passos e avancei muitos mais. para 2011, quero conhecer pessoas novas na faculdade. absorver tudo de bom que eu conseguir. arranjar um bom estágio. administrar meu horário melhor. voltar a treinar. continuar a fotografar e escrever. passar mais tempo no meu refúgio à beira mar. e o principal, voltar a amar. aquele amor de verdade.

domingo, 26 de dezembro de 2010

freedom.

e é tão difícil abrir mão das coisas. desistir. deixar partir. abandonar.
mas ela já não via solução para seu impasse. sabia que se o deixasse ir, seria para a vida toda. ela aprenderia a viver sem sua presença, sem sua paz. ela abriria mão de seus sonhos e do futuro ao lado dele. quebraria promessas que ela jurou honrar. se fecharia novamente naquele casulo que ela jurou nunca mais construir.
mas sabe o que dizem, tem que se deixar livre, talvez um dia volte. ela se vestiu o mais rápido que pôde. foi até a rodoviária. antes que tivesse chance de pensar duas vezes, deixou a passagem na porta da casa dele.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

bem colado ao teu

e o que mais me espantou todo esse tempo foi o incrível paradoxo que ela havia se tornado na minha vida. por anos, ela foi a maior fonte de felicidade que eu poderia querer. depois de uma bruta reviravolta, ela havia se tornado a pior coisa que tinha me acontecido em anos. agora? agora ela é o maior símbolo de saudade que eu tenho, mesmo não possuindo nada concreto.
sinto tanta falta! não falta dela em si, já que ela me deixou irreparavelmente machucado. sinto falta, sim, do que ela significava pra mim. eu era uma pessoa completamente diferente, era uma versão plus de mim mesmo. a esperança e o companheirismo reinavam no meu peito. eu tinha a certeza de ter um chão, uma base forte para me firmar.
eu era tão bom! eu acreditava no amor que a gente sentia e na força que ele tinha. me sentia invencível. e não precisava de ninguém mais para me dar a mão.
quando eu perdi meu chão, tudo desabou. a única certeza que eu tinha ruiu da pior maneira que eu poderia prever. sinto muita falta das borboletas no estômago e da ansiedade antes de vê-la. e sabe qual é o meu maior medo? me esquecer do quanto eu era feliz. me esquecer do amor. daquele amor.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

meu herói


você sabe o que dizem sobre os heróis, certo? não? bem, eu explico. o que todos dizem é que cada herói possui um defeito que será sua ruína. eu tento não pensar nessa ruína como meu fim exatamente. mas tenho que admitir, não sou muito bom em bloquear pensamentos ruins.
e para cavar ainda mais fundo o meu buraco, tenho um milhão de defeitos. mas nenhuma ideia sobre qual seria o causador do meu incrível fiasco. pode ser o meu orgulho. os deuses sabem o quanto é difícil reconhecer um erro e voltar atrás. talvez eu irrite algum monstro realmente perigoso e ele me coma. simples assim.
pensando melhor, talvez minha lealdade seja tão forte que acabe se tornando algo ruim. sou capaz de ir até o tártaro se for para salvar aqueles que amo. talvez tanta lealdade desmedida seja a toa, no fim das contas.
mas sinceramente, acho a esperança irremediável meu real problema. quando ninguém mais acredita, eu estou lá. quando todos desistem, eu continuo brigando. quando não há mais nada pelo que lutar, eu encontro um outro caminho. isso vai acabar me matando um dia desses.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

thinking of you

end is always painful. at least for someone. I can see the end coming like somebody inside my head could scream: 'be strong, pain is almost there!'. but even with all the advice, is terrible. doesn't matter the time you spent with the person, never is enough.
I wish I could enjoy last moments better. for sure I would kiss, hug and say 'thank you' many times. but I can't. that's why end is always painful, we can never say good bye as we would like.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

insônia


me perdi pensando em você. por mais que eu tentasse adormecer, meus pensamentos iam de encontro a você todo momento.
contei carneiros, zebras, girafas e lhamas por horas a fio. o máximo que consegui foi relembrar seu medo de carneiros, seu gosto por estampas de zebras e o quanto acha girafas e lhamas animais esquisitos.
peguei meu livro preferido e tentei me perder em suas páginas. apenas me perdi nas lembranças do seu gosto e do seu corpo.
preparei um café quente, que apesar de toda a cafeína, sempre me acalmou. não dessa vez. acabei fazendo o seu preferido, com pouco leite e muito açúcar.
tomei um banho morno. horas depois, saí de lá com a consciência pesada e com lembranças fresquinhas.
quando finalmente me entreguei e adormeci, sonhei contigo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

dores ou amores?

e essa dor me é tão familiar! dá até gosto quando eu a encontro, parece que já tem um lugar gravado dentro de mim. é a sensação de braços atados, de angústia profunda e de meia felicidade. é, meia felicidade mesmo, como se o resto dela estivesse zanzando por ai, sem rumo.
é só ela se aproximar que sinto o peito acelerar, a garganta apertar e os olhos arderem. parece que tenho um radar! no menor vestígio dessa dor, meu coração se fecha de novo. só falta uma resposta para mim: chamo essa dor de amor ou de decepção? as duas sempre andaram de mãos dadas quando as vi.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

talvez.


talvez eu só queira um pouquinho mais de você pra mim. talvez tudo que eu precise seja um 'eu te amo' para alegrar meu dia. a certeza de que você lembrou de mim quando acordou. a felicidade de saber que você sorriu quando olhou pela janela e viu uma estrela brilhando solitária.
até porque, pensando bem, eu sou fácil de agradar. me escute falando sobre como o meu dia foi tedioso que eu te deixo reclamar do que quiser. me acorde com um elogio que sou sua pelo resto do mes. me faça rir que eu te faço massagem e carinho pelo resto da vida. me lembre do porque está comigo quando eu duvidar que te deixo ser o homem da minha vida. simples assim.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

'sou feliz de olhar pra trás*


e de repente, meu mundo não é mais meu. o que foi minha casa, meu refúgio e meu abrigo não é mais nada. é lembrança, é história e é saudade. só saudade. e eu não tenho nada pra preencher esse vazio. nem certezas, nem escolhas. e muito menos, outro mundo.
deixo de herança todo o meu sentimento, as horas que passei e os laços que criei. deixo meus sorrisos, minhas lágrimas e meu muito obrigada. deixo pra trás tudo que fiz nesses anos. deixo em mãos incapazes a tarefa de continuar o que comecei.
mas o de melhor, de novo, carrego comigo.
'chegamos ao fim, tá doendo sim...'

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

de primeira.


extremista e imediatista que sou, me apaixonei por você naquela primeira noite. assim como posso odiar alguém em apenas um minuto, passei a gostar de você em poucos segundos
não precisei do seu nome completo, do seu rg nem plano de carreira. me bastou a barba por fazer, o abraço apertado, o elogio inesperado e o ciúme imediato. gostei de ti naquele momento. repassei aquele encontro inúmeras vezes, tentando descobrir se era tão intenso quanto era pra mim.
e no fim, era. por isso, não preciso de credencial nenhuma. quero sua barba por fazer, o abraço apertado, o elogio inesperado e o ciúme imediato. é o que te diferenciou de todo o resto e o que me conquistou, naquela primeira noite.

sábado, 20 de novembro de 2010

checkmate


ela é o meu oposto. o extremo oposto de tudo que eu sou, de tudo que acredito.

eu sou prosa, ela é carnaval. eu sou sépia, ela é cor total. eu me esforço para estar por perto, ela parece estar por perto mesmo que não queira. eu sou calmo, tranquilo e da paz. ela é ciumenta, possessiva, neurótica e sabe me arrepiar como ninguém. ela sorri e meu mundo pára. ela me abraça e parece que toda a maldade do mundo se desfaz. ela me beija e eu sinto no seu corpo toda a certeza que preciso. ela diz que vai ficar tudo bem. e eu, de alguma forma, acredito. acredito no oposto que me completa.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

'welcome to the candyshop


é trapaça, eu sei. quebrei minha palavra, aquela que nunca imaginaria. como uma gota caindo do céu, foi impossível conter.
você deveria ter me conhecido naquela época. época que eu ainda não era uma trapaceira de marca maior. deveria ver o que promessas haviam me feito, no que eu havia me tornado. aposto um doce que não era nem um pouco parecida com o que sou agora. aposto a doceira inteira que teria se apaixonado por mim naqueles dias.
porque agora é trapaça. todas as minhas juras de ódio eterno parecem se diluir. toda a infelicidade que transbordava agora parece ter secado. tudo que havia prometido não parece mais ter sentido.
e já que é pra desistir de tudo que foi dito anteriormente, que seja direito. conquiste meus dias. esteja ao meu lado quando eu pedir e principalmente, mas principalmente mesmo quando eu não pedir. cante para eu dormir e se espante com minhas caretas. não me divida com ninguém, se caso for! me faça esperar, mas não muito. já esperei muito até você aparecer. aposto todos os doces do mundo que te faço feliz.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

my only sunshine.

olhei pro lado e não o vi. simples assim. quando adormeci ele estava lá e quando abri os olhos novamente, apenas sua ausência me fazia companhia.
tentei me acostumar com isso de alguma forma. como uma estrela no céu, algum dia alguém seria o sol na vida dele. e como uma estrela no céu, eu não iria mais ser vista. tentei ao máximo me acostumar com isso. foquei em tudo que vinha tentando evitar todos esses meses. coisas que nem ao menos me completavam, era um copo meio vazio.
foi nesse momento que o reencontrei. como uma estrela no céu, algum dia alguém seria o sol na vida dele. e o sol, apenas para variar um pouco, era eu.

'so please don't take my sunshine away'

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

was the only exception.

tem coisas que não se faz, sério. ninguém deveria ser capaz de causar tanta culpa (sem motivo). é crueldade demais.

'i'm stronger now. and this is your fault'

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

permita-se.

pelo menos uma vez, permita-se esquecer de tudo. esqueça quem te fez mal. esqueça quem te fez sofrer. esqueça os rios de lágrimas derramadas. esqueça a altura que você estava quando o tombo aconteceu. esqueça as promessas de que nunca mais iria se deixar levar. esqueça a armadura usada por tanto tempo.
pelo menos uma vez, permita-se fingir que é a primeira vez. diga 'eu te amo' como se nunca tivesse sido magoado. cantarole ao mundo o quanto é bom se sentir querido. grite aos quatro ventos o que tiver vontade, sem se importar com quem vai ouvir.
as pessoas não são as mesmas, a situação não é mais a mesma, os sentimentos não são mais os mesmos. e o mais importante: você não é mais o mesmo. aproveite o fato do mundo girar e de quando menos se espera, a felicidade está ai, te esperando na piscina.

pra você, obrigada. ♥

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ah, que bom seria se eu pudesse ter ficado na Bahia!

todo mundo falava que seria a melhor viagem da minha vida. que seria a semana inesquecível. que eu não iria querer voltar. mas confesso que não levei muito a sério. claro, Bahia e praia só poderia dar coisa boa. mas para superar as outras viagens ou semanas maravilhosas que tive seria difícil. então, embarquei meio cética. mas não há palavras para descrever o que foi essa semana. não falo apenas das noites sem dormir, das bebedeiras, das baladas e das lugares paradisíacos. falo das coisas por trás disso tudo.
falo do mal humor por ficar dias sem dormir. falo de fazer vaquinha e de contar os últimos centavos pra almoçar. falo de ver o nascer do sol em pleno mar. falo de ver o pôr-do-sol e chorar por saber que está chegando a hora de ir embora. falo de aproveitar as festas de um jeito que jamais imaginei, com alguém que só pode ter sido um presente antecipado. falo de ter dores de cabeça de tanto que ficamos debaixo d’água e debaixo do sol. falo de esquecer de quase tudo, de quase todos, por uma semana. falo de amizade e das lágrimas derramadas quando tudo é posto a prova. falo das pessoas que conheci e daquelas que vou levar comigo. falo também do que começou lá e do que vai continuar aqui. falo do aperto no coração na hora de se despedir e no desejo gritante de que seja apenas um ‘até breve’.
vou sentir saudade da Bahia. mas o melhor que aconteceu lá voltou comigo.

'eu queria ficar, mas só que hoje não dá, eu tenho que ir embora, eu tenho que trabalhar. eu queria levar você no meu porta-luvas, te dar um beijo de sol, um beijo de chuva. eu quero que você me guarde em seu pensamento, eu quero que você me queira em seu travesseiro, eu quero que você me queira sem julgamento, eu quero que você me queira em fevereiro'

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

diamonds.

ela tinha um jeito estonteante. na verdade, pensando agora, eu não consigo me lembrar de onde vinha tamanha magnitude. era como se ela não fosse real, pertencente a um mundo igualmente irreal.
suas pernas eram esguias e fortes. o jeito com que passava o peso de uma perna para a outra me indicou que estava perdendo a paciência. mas não tenho certeza; para falar a verdade, não tenho certeza de quase nada que tenha a ver com ela.
seus braços eram compridos, mas de um jeito que beirava a sensualidade, até. se movia com graça e desenvoltura, como se tivesse praticado algum esporte de precisão por toda a vida. só não tinha jeito de ter feito balé ou algo assim, seria muito delicado para alguém como ela.
vista de longe, o que mais me chamou a atenção foi seu sorriso (mais uma vez, não tenho realmente certeza). mas de perto, sua boca, mesmo fechada, teria feito caras como eu enlouquecer. tinha o formato de um coração, era carnuda e da cor mais brilhante que eu já tinha visto (ou provado, por sinal).
os seus olhos eram de um verde oliva que eu julgo nunca ter visto antes. eram puxados, como se em outra vida tivesse sido de origem oriental (e belos demais para não serem aproveitados em sua encarnação seguinte).
o cabelo claro que lhe serpenteava a cintura era a moldura perfeita para o rosto perfeito. as madeixas louras eram o contraste perfeito com a cor de sua pele, já acostumada ao sol.
quando ela me olhou, sua expressão mudou. passou de uma concentração contida, como se não pudesse demonstrar sentimentos, para reconhecimento, como se outrora tivessemos nos conhecido (ou, como gosto de pensar, fossemos mais do que conhecidos). aquele momento em que nossos olhares se cruzaram pareceu durar uma eternidade. quando consultei o relógio, havia se passado poucos instantes, mas eu tive uma súbita certeza de que me lembrarei daquele brilho no olhar até o fim.
a timidez, que sempre me fora característica, resolveu dar as caras bem naquela hora. já acostumado a desviar olhares, nada pude fazer. abaixei os olhos e senti o rubor percorrendo todo o meu rosto. convenhamos, eu não sou o cara mais afeiçoado que existe. mas tenho consciência de que daria para o gasto, se alguém se dispusesse a reparar em mim. tenho olhos azuis que parecem piscinas, segundo minha mãe. mantenho o cabelo louro acinzentado bem curto, única herança que tenho do meu pai. e, a muito custo, tenho dentes brancos e alinhados que fazem minha dentista feliz, segundo ela própria. sou alto e magro, mas prefiro pensar que poderia ser mais forte, se quisesse. essas características, todas juntas, me tornam um rapaz simpático (minha auto-estima não me deixa ser mais que isso).
quando resolvi devolver o olhar, não a encontrei. procurei por toda a parte, mas o meu desespero só aumentou. sinto agora o vazio que se formou no meu peito, o lugar que ela ocupou por aqueles poucos instantes.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

de volta pra casa.

e naquele momento, ela sentiu aquela vontade que a consumia mais forte do que nunca, como se alguém tivesse ligado um amplificador de emoções.
desejava apenas voltar no tempo. voltar para aquele tempo em que tudo lhe parecia certo e até natural. queria voltar para aqueles dias em que o mundo parecia estar no lugar, estar conforme era o planejado.
queria tanto ter aproveitado mais! ter dito mais 'eu te amo', ter se preocupado menos com bobagens, ter se aninhado mais vezes naquele corpo quente. queria ter ficado assim pra sempre. mas sempre acaba.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

descompassado.

sabe o que é? desculpe desapontar, mas essa não sou eu. não sei andar na corda bamba. odeio não saber o que esperar. detesto fechar os olhos e não saber se você estará lá quando eu acordar. não consigo conviver com a dúvida. não sei ouvir seu nome e fingir que foi do nada. não dá para me encaixar só na parte errada da sua vida.
o que você conheceu foi uma exceção. foi o meu coração implorando por qualquer fiapo mínimo de esperança, implorando para voltar a ser o que era antes. só que o antes não está aqui. a confiança faltou hoje. o contentamento em ouvir um elogio não veio. a vontade de descobrir aos poucos e dificilmente foi embora.
não me reconheço mais. nem milhões de respostas ajudariam.

‘o que eu desejo a você é que os deuses do amor estejam a te proteger. e que o verão no seu sorriso nunca acabe. e aquele medo de viver um dia se torne um grande amor’

domingo, 3 de outubro de 2010

inabalável ;D


desculpe se pareço tola. ou até presente demais. ou então muito fechada. é porque eu gosto de vocês.

gosto de acordar todos os dias, olhar pro lado e ver uma foto. gosto de ter bilhetinhos espalhados pela casa me lembrando de coisas aleatórias, como esmalte, vestido, cadeado e afins. gosto de ouvir um milhão de músicas no caminho. gosto de ver o sol nascendo. gosto de estar atrasada e de precisar correr uma maratona com obstáculos às 7h da manhã. mas eu gosto mesmo de vocês.

gosto de ter na boca o gosto de café, mas gosto ainda mais de passatempo com ninho. gosto dos textos feitos de madrugada, mas gosto ainda mais dos arcabouços. gosto de ver um vídeo, mas nada ganha de slides de freud. gosto de um milhão de livros, mas não se compara à lua azul. gosto de dormir, mas gosto mais de deitar na mesa. gosto de massagem, mas quebrar as costas no meio é melhor. gosto de assuntos aleatórios e de perguntas difíceis, mas tudo com vocês é melhor.

e sabe por que? porque eu gosto de vocês. porque eu nunca imaginei que encontraria pessoas que me entendessem nem que ajudassem como vocês.

então, desculpe se pareço tola. eu só tento ajudar.

desculpe se estou presente demais. eu não consigo me imaginar sem vocês.

e desculpe se sou muito fechada. não me acostumei com um nível tão grande de confiança e de comprometimento.

é que eu amo vocês.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

blackout.

se lembra desse dia, quando você ficou sozinha aqui? ele perguntou com um brilho no olhar, algo perverso em sua mente. não, ela pensou. ela sabia que ela não era assim, pelo menos não naquele momento. estava apenas tentando colocar a culpa em alguém que não fosse ela mesma.
sim, eu lembro, ela murmurou, enquanto sua mente já estava longe dali. exatamente 13 dias antes do fim. pensando nisso agora, parecia um presságio, digno de filmes. olhou ao seu redor e se viu naquela mesma casa que, quase um ano depois, ainda parecia fria como naquela noite. estava lá, sozinha, infeliz por seus planos terem ido por água abaixo. tudo que mais desejava era chegar 22h logo, poder grudar no telefone e esperar para ouvir aquela voz. em vez disso, escuridão completa.
a escuridão que a engolfou de uma vez só. ela se viu perdida, sozinha, cercada por um véu negro. aquilo nunca a havia incomodado, até aquele momento. sentiu um arrepio de gelar a espinha. tentou se acalmar um pouco e, vendo que não conseguiria, fez a única coisa que sempre funcionava: pegou o telefone. discou aqueles números já gastos, tatuados em sua mente. mas algo aconteceu. ou melhor, não aconteceu. aquela não era a mensagem que esperava. a primeira das muitas coisas inesperadas que ainda iriam acontecer com ela. pelos próximos 13 dias.

i guess it's better.

i’m scared, that’s it. that’s why i can’t tell you the truth, because i’m afraid. I don’t want to fell it, but I don’t have anything to do. I can’t be in love again, not now. I can’t see you, don’t want to fall in love. because I know, someday it will happen. and I don’t want to screw up this, not with you. not again. please, realize that. please, help me to understand. please, stay with me.

sábado, 25 de setembro de 2010

'cause i love the way you lie'

acordar, trabalhar, comer e ir dormir. ela vivia desse jeito. dia após dia. cada um era uma sucessão de imagens e de fatos sem nexo, sem conexão entre sí. os momentos eram isolados e a única coisa que os unia, que os mantinham juntos era a lembrança daquele sorriso. aquela única memória era capaz de fazê-la continuar lutando, cada dia como se fosse o último.
até que se olhou no espelho e viu algo que jamais poderia imaginar que aconteceria: aquela não era mais ela, havia se tornado alguém irreconhecível. e resolveu mudar. descobriu que o amor não é só gostar de alguém. é um estado de espírito.

não sei mais.

http://refresque.sprite.com.br/criesuaarte/galeriaArte.jsp?id=85638 vota, vota vota!

easier

this kind of girl don’t exist. she can pretend, she can fake this. but she can’t be really like this all the time.
do you remember when your mother said ‘buy a flower, be a gentleman’? forget this. woman aren’t like this anymore. do you want to start a relationship in a nice way? buy a coffee and a muffin and give her your number. just like that. she’ll think ‘oh god, why didn’t he ask my number?’ if she is available, she will call. for sure, believe me. if she didn’t, call again. woman is all the same. like something cute but always need a prove. so show to her. make the world knows why you’re with her. show your love, show why she’s the love of your life. you don’t need to worry about it. if she really likes you, she’ll love it. anyway.

if she doesn't care, i do.

domingo, 19 de setembro de 2010

sonhos.

eu vivia num universo paralelo, parecia feito por mim. eu tinha um dom, um presente só meu. quando eu queria, podia parar o tempo ao meu redor. as coisas paravam, o universo parava e só eu continuava me mexendo.
tudo começou quando eu ainda era criança. quando dei por mim, tudo havia parado ao meu redor. naquela época, eu não sabia muito bem o que fazer com esse talento. eu só ficava brincando e minha mãe sempre se perguntava porque eu estava sempre tão cansada no final do dia. quando cresci mais um pouco, usava todo o tempo extra para estudar. claro que me sentia culpada por ter uma chance a mais que os outros, mas essa culpa não era grande o suficiente pra me fazer parar. fui adaptando esse dom durante toda a minha vida. um pouquinho de tempo a mais pra maquiagem, analisar o por do sol na praia, fazer um exercício na academia.
sempre foi assim, desde que eu me conhecia por gente. sempre solitária, sempre esperando pelo momento em que eu poderia ficar ainda mais sozinha. foi então que eu o . ele não era apenas bonito, fato inegável. ele parecia sentir que atraía todos os olhares ao seu redor, que tinha uma espécie de imã superpotente em si mesmo. e eu, que já havia provado de tudo, que já havia visto de tudo, que já havia sentido pessoas diferentes, mesmo assim eu me surpreendi quando o conheci. ele era tudo de mais estranho que eu já havia conhecido, tudo que eu não sabia explicar. como alguém como ele poderia ser tudo isso e não saber? como ele poderia atrair tanta gente e ainda assim não ter consciência disso? ele era uma incógnita pra mim. e era isso que o fazia tão irresistível.
não quis mais ser solitária. não quis mais ouvir músicas e não pensar em ninguém. não quis mais me manter isolada das pessoas. não quis mais viver sem ter sonhos. sonhar é bom. que todos os momentos em que o mundo pára sejam por estar com ele.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

estrelas

parecia ser um dia como outro qualquer. o sol fez o seu espetáculo matinal, as pessoas acordaram após o despertador tocar, os cachorros latiram para os carteiros e as plantas fizeram fotossíntese. eu não sabia que aquele dia mudaria minha vida.
após muito esforço para acordar, fui tomar banho. mesmo a água, sempre tão eficaz, não foi capaz de me acordar de verdade. viví um dia cinza, pela metade, como se eu estivesse em stand by.
não sei muito bem explicar como aconteceu. uma hora eu estava no trabalho, cercada de colegas e na outra, eu estava correndo dalí. dizem que a primeira ideia é a mais verdadeira, então corrí para onde eu sempre acabo correndo: o mar. só de olhar aquela imensidão já me deu paz, mas ainda não era o suficiente. quando pisei na areia, foi como se uma descarga elétrica percorresse todo o meu corpo. sentir o vendo bagunçando o meu cabelo fez eu me sentir mais confiante. mas não o suficiente.
entenda, não era uma tentativa de suicídio. eu nem queria morrer! mas quando eu sentí a água gelada molhando os meus pés, sabia que seria impossível parar. sabia, com todas as forças do meu corpo, que eu estava me preparando para aquele momento. a cada onda que me molhava, era como se um pouquinho de mim se fortalecesse. quando dei por mim, a água me envolveu por completo. sentia cada ponto do meu corpo gelado, molhado. e inteiro. não me importava o que acontecesse, aquela era a melhor sensação que já havia sentido.
mas o melhor ainda estava por vir. quando fechei os olhos, a . ela era linda, incrivelmente linda. tinha cabelos dourados como o sol, com cachos indo até a linha da cintura. seu rosto era angelical, mas algo na sua expressão era malicioso, quase como o pecado na forma de um olhar. usava um vestido branco que parecia ter sido feito para ela. quando ela separou os lábios, sua voz saiu clara: 'faça valer'. e então eu apaguei.
quando abrí os olhos novamente, eu estava no meu quarto, deitava em minha cama. não tinha ideia de como tinha ido parar lá. não tinha nem ideia de tudo aquilo havia ao menos acontecido. mas quando levantei, havia areia pelo quarto todo.

'eu sei que você lê tudo o que escrevo'

humanidade cruel.

as pessoas me cansam. cada ato inconsequente e cada decisão aleatória me enjoam. a falta de honestidade, falta de hombridade e a falta de escrúpulos me tiram do sério. a inconsequência dos outros me persegue. a falta de decência, falta de verdade e de honestidade me sufocam. cada dia mais sinto que ao lado de pessoas assim não é o meu lugar.
ao mesmo tempo, pessoas previsíveis me deixam deprimida. me fazem crer que não há surpresa nem emoção na vida. e as imprevisíveis me deixam louca, com sua falta de sentido e de continuidade. como se não pudéssemos esperar nunca uma resposta final.
extremos me cansam. bela ironia pra alguém que detesta o morno.

só porque prometi a mim mesma que postaria todos os textos. .-.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

invisível aos olhos.

o ponto fundamental da descoberta humana passa despercebido da maioria das pessoas. conhecer alguém a fundo não requer tempo, nem habilidade, nem sentimentos prévios. requer apenas um pouco de atenção. a fraqueza que se revela inesperadamente, a tentativa de por em palavras o que há muito se sente. são as pequenas coisas que definem quem somos. são os gestos perdidos no tempo, os olhares cruzados, a mania de tempos atrás. porque você não precisa de uma longa conversa ou de convivência antiga. preste atenção no que é invisível aos olhos das outras pessoas. faça perguntas que te façam olhar para dentro da alma do outro alguém. pergunte sobre medos, sobre arrependimentos, sobre super-heróis e sobre filmes. pequenas coisas assim determinam quem somos e o que queremos ser. só é preciso um pouco de atenção.

'everybody are less misterious than they think they are'

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

all again for you.

queria não ter te conhecido. pouparia muito sofrimento na minha vida. claro, há coisas que iriam junto. mas hoje, nenhuma delas é forte o suficiente. porque eu queria arrancar cada vestígio de você que ainda há em mim.
queria que os nossos olhos não tivessem se cruzado. queria não ter ficado cega para o que você realmente é. queria ter te dito 'não' quando tive a oportunidade. queria não ter confiado minha vida à você a toa.
porque você é tudo de ruim que há em mim. cada insegurança. cada medo. cada sentimento ruim que existe na minha alma é culpa sua. daria tudo pra tirar esse peso de mim.

'you were everything that's bad for me. make no apologies. i'm crushed, black and blue. but you know I'd do it all again for you'

terça-feira, 24 de agosto de 2010

faz bem.

o que te dá força para continuar? o por do sol ou o luar à beira mar? o vento batendo no rosto ou mesmo a chuva a te molhar? uma noite para se esquecer ou um dia para se lembrar? a traição de um certo alguém ou isso não mais significar? a falta que se sente ou o prazer de se encontrar? um sorriso estampado ou o brilho de um olhar? um abraço apertado ou a vontade de ficar? o 'pra sempre' ou só uma vez para se lembrar? a música que você canta ou a que te faz cantar? alguém que te ajuda ou um apoio a te esperar? a viagem em um carro ou um romance a te embalar? um banho a te limpar ou a chuva a te purificar? a amizade de alguém ou alguém a te esperar? a certeza de um amor correspondido ou a longe espera para se amar? o alguém que te fala ou o que te faz ficar? os olhos mais bonitos que já viu ou os que te fizeram chorar? o mirante para o mundo ou seu quarto a te esquentar? o 'pra já' ou o que te faça esperar? a certeza do infinito ou de que não há mais porque tentar?

inspirado em 'voce eh o lado forte da amizade aqui, poxa'. nem faz ideia disso, né? [;

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

traída.

ela não sabia ao certo como era pra se sentir. algum lugar da sua mente lhe dizia que o usual seria estar chorando. se descabelando, gritando e esperneando. mas não conseguia. sabia também que provavelmente o mais lógico seria pensar 'ok, bola pra frente' mas também não conseguia.
sendo assim, qual a definição de traição? ser infiel, revelar-se? nenhum desses significados pareciam se encaixar na situação. mas nenhuma outra palavra descreveria melhor o que ela sentia naquele momento. porque pra ela, traição era quebrar tudo aquilo que um dia já foi falado, já foi prometido. do mesmo jeito que havia acontecido, com aquela meia dúzia de palavras.

there isn't someone who worth dying for, now i'm sure.

domingo, 15 de agosto de 2010

just yours.

porque esse tipo de amor vai ser só seu. posso conhecer milhões de outros homens, posso me apaixonar por centenas desses, mas esse amor, esse é só seu.
esse amor é reservado pra você. foi feito como fruto do nosso encaixe surreal e insubstituível. e de uma coisa eu tenho certeza, ele é só seu.
assim como meu coração. algumas paixões podem me roubar a cabeça; outras, algumas lágrimas. mas o coração, ele é só seu.
posso rir, esboçar uma gargalhada. algum outro alguém pode até me arrancar um riso. mas aquele sorriso, o melhor de todos, é só seu.
esse amor é só seu. é sem explicações, como se duas almas pudessem se entender num único olhar. esse olhar é só seu também.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

it's over.

e por mais que ela tentasse, não havia motivo nem forças que a fizessem sentir raiva naquele momento. também não havia espaço para tentativas de impressioná-lo.
tirar uma foto sensual não faria sentido; ele já a tinha visto vestindo apenas uma camisa enorme e a achado sexy. tentar fazer-lhe ciúme também não adiantaria; ele sabia que ela nunca amaria alguém como o ama. se maquiar e usar aquele salto de camurça vermelho que tanto a deixa bonita também não fariam resultado; ele já havia passado horas decorando aquele corpo, sem precisar de retoque nenhum. fingir raiva também seria inútil; ele já tinha jurado amor mesmo com os olhos tão turvos de ódio que quase não pareciam os dela. dizer que não o ama também seria uma tentativa fracassada. ambos sabiam que aquilo era o mais puro amor, de um jeito que só se conhece uma vez.

'e agora, pra quem eu vou falar de amor...?'

domingo, 1 de agosto de 2010

real sobriedade

não sabia como, nem porque, mas quando acordou, estava em casa. deitada na cama, mais precisamente. enrolada em todos os edredons da casa. não se lembrava de nada, desde... qual mesmo era sua última lembrança? olhou no relógio e eram 4h37. não deu pra saber se era da manhã ou da tarde.
tentou se lembrar da noite anterior. tudo começou a clarear. lembrou-se da aula de inglês que deu à tarde e da volta para casa. lembrou-se de ter quebrado o copo que comprou na sua última viagem. lembrou-se de um telefonema perturbador, mas não de quem estava do outro lado da linha. não conseguiu se lembrar de mais nada, exceto de uma carta. uma carta, escrita em um papel bonito, macio. uma carta, com letras redondas e delicadas. uma carta, que vira e mexe se fazia presente em seu pensamento.
quando passou aquela ressaca, tentou mais uma vez se lembrar que raio de carta era aquela. não conseguiu. a única coisa que conseguiu, após muito esforço, foi se lembrar do bloquinho de anotações de onde aquela folha havia sido arrancada. e realmente, lá estava ele. jogado embaixo do sofá, meio amassado. usando de uma técnica muito antiga de grafite sobre papel, conseguiu descobrir o que havia sido escrito por cima. e o que leu a chocou:
'não dá mais. não há palavras para descrever o quanto você me fez sofrer. não há palavras para descrever o quanto eu te amo, apesar disso. mas o meu amor próprio é forte demais, é complicado de lidar. eu sofri todos esses anos por medo de te perder, medo de me arrepender. mas agora acabou. acabaram todas as desculpas, todas as noites em vigília. acabou o aperto no coração, o medo de não ser boa o bastante para você. agora quem não é bom o bastante é você. sempre foi, eu só não conseguía ver. estava cega de tanto amor, de tanta paixão. mas já era. o irresponsável e mimado ficou pra trás na minha vida. quem sabe um dia, quando você for um homem e não um menino, as coisas possam voltar a ser o que eram, quando o que mais existia entre nós era o amor'
ela não acreditava que pudesse ter escrito aquela carta. mas ao mesmo tempo que pensou nisso, uma lembrança da noite anterior veio à sua mente. havia colocado os seus patins preferidos e após 20 minutos, chegado à casa dele. havia entregue a carta, dado-lhe o melhor beijo de sua vida e saído. só parou de chorar quando adormeceu, enrolada em todos os edredons da casa.

'and I hate that I love you so'

she.

quem é aquela? qual o melhor jeito de chamá-la? garota ou mulher? e porque ela nunca sorrí?
ela é uma incógnita. é o contraste perfeito entre o belo e o feio, entre o adorável e o detestável. é dona de um jeito cativante, de gestos misteriosos e de cores vibrantes. ela se mexe como se cada gesto, cada movimento fosse milimetricamente planejado, contado. o cruzar de pernas, a mexida no cabelo, o bico feito com os lábios. é tudo pensado, feito para te conquistar.
e aquelas mãos? dedos longos, finos, unhas vermelhas. aquele vermelho sangue, de quem não tem vergonha de ser mulher. a sua boca também é outra perdição. lábios carnudos, rosados. bicos, sorrisos, mordidas, só pra te fazer imaginar.
poucos percebem que ela sorrí sim, só que com os olhos. os olhos que tanto conquistam, que tanto incomodam, que tanto veem. com esses mesmos olhos, ela sorrí. com ternura ou com paixão, com calmaria ou com tesão. seus olhos dizem ainda mais. são capazes de se transformarem, de janelas da alma para poços em fim.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

a falta de amor.

no final das contas, ela não queria. tinha muitos pretendentes, mas nenhum realmente lhe chamava a atenção. tudo bem, tudo bem, sem injustiças. claro que tinha quem lhe fizesse imaginar coisas. mas suspirar não, nunca.
achou que o tivesse encontrado algumas vezes. ok, ok, muitas vezes. o rapaz moreno no bar, com um belo sorriso estampado no rosto. o jovem jogando na praia, exibindo seu físico a quem quisesse ver. o atendente de uma loja, no auge de seus 27 anos, com tudo que tinha direito, de terno e até óculos. o jogador de olhos verdes bonitos e pernas grossas. até o seu vizinho, solteiro convicto, passou pela sua cabeça.
mas via em cada um deles defeitos que antes não lhe faziam diferença. a falta de humor. o lado escolhido da cama. o estilo de dirigir. o perfume. a falta de gentileza. até o time de coração, quem diria!
foi assim que, contrariando toda lógica, continuou solteira. não solitária, mas sozinha, em paz consigo mesmo. continuou acordando toda manhã do lado direito da cama. foi ao cinema sozinha e riu de toda piada ruim que ouviu. gastou o que tinha e o que não tinha naquele sapato que namorava há séculos; até mandou embrulhar para presente! foi correr durante quase duas horas, só pelo prazer de sentir suas pernas ardendo, vivas. fez tudo o que tinha vontade, na hora que quis.
sentia falta do amor, claro. mas ele poderia esperar até a próxima estação.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

in the air.

fazia anos que não se sentia daquele jeito. não se lembrava de já ter se sentido assim, para falar a verdade. a sua vida sempre fora daquele jeito. ele realmente não se importava de viver assim. ele trabalhava, vivia cada dia de sua vida em um local. dormia cada noite em uma cama diferente. desejava bom dia para pessoas que nunca mais iria ver. olhava pela janela e se sentia em casa, como se o mundo fosse seu lar.
até que a conheceu. ela veio de algum lugar que hoje ele não conseguiria lembrar. quando se deu conta, já haviam se tornado companheiros. amigos não, ele nunca fazia amizade. não poderia se dar ao luxo de dar satisfação a alguém que não fosse a si mesmo. o companheirismo era o máximo que poderia suportar.
quando se deitou aquela noite, após conhecê-la, não sabia mais o que pensar. toda a sua vida, todas as certezas que tinha estavam caindo por terra. sentiu falta de um ‘eu te amo’ sussurrado durante a noite. sentiu falta de se aquecer num abraço. sentiu falta de contar os seus problemas e ouvir uma palavra de carinho em troca. mas mais do que isso, sentiu falta de outra coisa. do amor. fazia anos que não se sentia daquele jeito.

'tirar todas as pessoas da mochila e ver quem deve ser colocado de volta lá'

segunda-feira, 5 de julho de 2010

recomeços.

acordou e resolveu mudar. tomou um banho de lavar a alma. vestiu sua melhor roupa, aquela da sorte. bebericou um pouco de café afim de acordar de verdade. colocou sua música preferida pra tocar enquanto sentia o sol entrar pela janela escancarada. deu um jeito no cabelo desgrenhado, um jeito que só ela sabia dar. ainda assim, depois de tudo isso, ainda sentiu um aperto no peito, uma dorzinha bem lá no fundo. achou que já tivesse sumido, mas era apenas uma ilusão. nunca sumira de verdade, nunca deixara de estar lá. ela havia apenas se acostumado com sua presença.
foi assim que tomou uma decisão rápida. sabia que se não fosse naquele momento não seria nunca mais. calçou o tênis e saiu batendo as portas de casa. pensou em esperar um ônibus, pegar um táxi, mas não seria rápido o suficiente pra ela. começou a correr. logo sentiu aquela ardência nas pernas que tanto gostava. mas ainda não era aquilo que ela queria.
correu ainda mais, sempre na mesma direção. bem lá no fundo, esperava que fazer algo que tanto gostava pudesse disfarçar um pouco o seu desejo mais profundo. estava pensando nisso quando se deu conta da onde estava indo. aquele mesmo caminho que fez centenas de vezes. aquele caminho que era o marco pra suas mãos começarem a suar, o coração acelerar.
pensou em dar meia volta. pensou em parar e fingir que ia para outro lugar. pensou em simplesmente ignorar essa vontade cada vez maior. mas por algum motivo, não conseguiu. não conseguiu impedir suas pernas de continuarem correndo. não conseguiu criar forças para parar, não dessa vez.
não precisou nem ligar para saber se estava em casa. ela conhecia sua rotina, conhecia cada minuto do seu dia. hesitou durante um momento em frente à porta, pensando no que dizer. mas não agüentava mais aquela pressão, tocou a campainha. foram instantes intermináveis. quando ele finalmente apareceu à porta, ela experimentou uma mistura de sentimentos: alívio por vê-lo depois de tanto tempo, medo de sua reação e o de sempre, aquela sensação de felicidade transbordando do peito. a expressão dele também não foi a mais fácil de decifrar. mesclava doses de espanto, de confusão e, como sempre, desde que se conheceram, aquele carinho e aquela meiguice que reservava à ela, apenas à ela.
se encararam por alguns instantes. segundos intermináveis, pelo que se podia constatar. relembrando aquele momento, tempos depois, nenhum dos dois soube explicar de quem partira a iniciativa. talvez dos dois, naquele timing perfeito que só um casal com total consciência do seu amor pode ter. foi um beijo longo, demorado, do jeito que ela se lembrava. mas não apenas isso, tinha uma coisa a mais. claro, a saudade, a falta que aquele homem mimado, irresponsável e infantil fazia em sua vida. naqueles minutos que ficaram abraçados, pode sentir de novo aquele cheiro que nenhum outro tinha. nem com o mesmo perfume ou com o mesmo creme de barbear. era um odor só dele e de mais ninguém.
e sentiu, pela primeira vez em muito, muito tempo, a paz recair sobre si mesma. sentiu-se no lugar onde deveria estar, com quem deveria estar. foi a melhor sensação do mundo. não saberia descrevê-la a mais ninguém.

take me away.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

citação.

'Tudo que [..] sabia era que quase nunca se sentia completa. Mesmo nos momentos de maior realização, algo permanecia eternamente ausente, lá no mais íntimo de seu ser. Como aquele pontinho semelhante a um orifício que fica no negro da tela quando a televisão é desligada à noite.
Mas, essa noite, sentia-se calma e em paz, sozinha mas não solitária'
Marian Keyes

apenas para expressar como as coisas mudam e quando menos se espera, somos felizes.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

stupid love letter*

so I don’t wanna another kiss. I don’t wanna close my eyes and think about u. because now I’m thinking about me, just me, everyday. let’s forget about everything and everybody. everyone say I’m better now and thinking about it, I agree with that. agree with everything they said about you. agree with that phrase ‘run away from everybody to see who will run behind u’. and when this day come, you will be better than you ever thought.

‘she said let’s change our luck*

sábado, 19 de junho de 2010

orgulho

orgulho é o melhor sentimento que existe. é mais forte que amor, ódio, paixão ou o que for. é saber que todo o esforço feito foi reconhecido. que todo o trabalho, as noites sem dormir tiveram algum resultado. e melhor ainda que qualquer resultado, é um ótimo resultado.
é ter reconhecimento, sensação de dever cumprido.

um dos melhores dias da minha vida.

terça-feira, 1 de junho de 2010

força.

procuro algo que não tem nome.
algo que aqueça minhas mãos num dia frio.
algo que me dê chão quando pareço cair.
algo que me dê forças pra continuar lutando.
algo que seja forte o bastante para não haver dúvidas.
algo frágil o bastante para se ter medo de perder.
algo que derreta meu coração de gelo, que me traga calor.
algo que faça minha cabeça girar.
algo que cause um aperto no peito de saudade.
que cause um aperto também pela felicidade.
algo que me cause dor, frio, calor e prazer na medida certa pra mudar minha vida.


'um dia frio..'

segunda-feira, 31 de maio de 2010

todo o positivismo (yn)

tempos sem vir, não? muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, tava meio complicado. mas nada que um pouquinho de cabeça no lugar não resolva.


quero praia todo dia. quero praia toda noite. quero poder acordar e ver o nascer do sol em pleno mar. quero poder sair de casa sem me preocupar com quem vou encontrar pelo caminho. quero ter a certeza de que ninguém me conhece, de que eu sou capaz de criar uma nova versão de mim a cada pessoa que cruzar a minha vida. quero poder ter a capacidade de me superar, de a cada dia eu poder ter a certeza que estou dando o melhor de mim. quero uma vista panorâmica da minha janela, uma construção magnífica ao lado de casa. quero dormir depois de um dia de muitas agências e de muita publicidade. quero viver cercada de desenhos, papéis, logotipos e computadores. quero amores de verão. amores de inverno. amores de neve. amores de opera house.

'estou a dois passos do paraíso..'

domingo, 9 de maio de 2010

futuro.

'primeiramente, encontre algo que você goste tanto de fazer que não se importaria de fazê-lo sem receber nada por isto; aprenda então a fazê-lo tão bem que as pessoas se sintam felizes em lhe pagar para que o faça.' [frase atribuída a Walt Disney]
em vias de enlouquecer com o TCC, tempo de colocar a cabeça no lugar.
todo o sacrifício feito agora vai ser recompensado, de uma forma ou de outra. então escolha muito bem o que for fazer daqui pra frente. escolha algo que te dê prazer, que você não precise realmente trabalhar. escolha ser lutador, ser taxista, ser surfista, ser jogador de futebol. escolha aquilo que você se imagina fazendo pelo resto dos seus dias, aquilo que vai te fazer feliz, aquilo que você vai fazer pra relaxar e pra esquecer dos problemas. porque não há nada como ter certeza daquilo que se quer pro futuro, certeza do que vai te fazer feliz, não vai te decepcionar.

'fortes são aqueles que tranformam em luz o que é escuridão'

segunda-feira, 3 de maio de 2010

despedida.

e depois de tanto tempo, ele voltou a pensar nela. em cada momento que ele perdeu. em cada situação que ela conseguia deixar mais bela. em cada sorriso e o que eles significavam.
parou pra pensar no quanto ela sabia de sua vida e no quanto ele podia confiar nela. parou pra pensar no quão reconfortante era chegar em sua casa e encontrar alguém sempre lá, pronto para fazê-lo feliz. parou pra pensar nas manhas que ela fazia e no quanto ele se irritava com isso. parou pra pensar até no quanto isso faz falta agora. parou pra pensar na certeza que se transformou em dúvida. parou pra pensar na dúvida que se tornou incerteza. parou pra pensar em todas as lágrimas que ele derramou e no fato de que ela sempre estava ali, pronta pra ouví-lo. parou pra pensar no buraco que não dá pra fechar, no vazio que não dá pra repor. parou pra pensar em todas as vezes que queria ter dito uma palavra de carinho e não teve coragem. parou pra pensar ainda nas vezes que teve coragem de dizer 'eu te amo e não vivo em você' mas que não teve oportunidade.
nesse dia ele chorou e disse amém. chorou de saudade da mulher que um dia ela foi pra ele.

situações extremas pedem medidas extremas. primeira ficção. ou não.

domingo, 2 de maio de 2010

amor próprio.

'agora eu vou fazer pra mim o que um dia cheguei a fazer por você'

esse deveria ser o lema de vida de todo mundo. fazer por você o que faz pelos outros. porque a maioria das pessoas (e eu me encaixo nessa categoria, infelizmente) faz muito mais pelos outros do que faria por sí próprio. então quando a indecisão bater, se coloque na pele de outra pessoa. você provavelmente faria isso por outra pessoa. gastaria uns reais a mais para fazê-la feliz. seria mais saudável se fosse pra fazê-la feliz. ficaria mais bonita se isso a deixasse feliz.
mas quer um motivo melhor do que fazer as coisas para você mesmo? não estou falando aqui em deixar todos de lado e nunca mais se preocupar com as necessidades dos outros. mas você tem que vir sempre em primeiro lugar. porque a única coisa que vai restar, no fim das contas, é você. só você mesmo. e o seu amor próprio. ou a falta dele.

'nos menores frascos estão os melhores perfumes*

terça-feira, 20 de abril de 2010

viver.

tá, eu sofri um acidente no sábado. e sabe aquelas histórias de sua vida passar pelo seus olhos? não cheguei a esse ponto. mas digamos que se não fosse por extrema atenção, minha praia com os amigos teria um fim no mínimo... tenso. e tirando o susto, serviu pra alguma coisa.

não deixe a vida passar em vão. não esqueça que quem você ama está sempre perto de você, independente do que acontecer. a vida é curta, passa rápido e deixa você pra trás. deixe as pessoas que você ama sempre com uma palavra de carinho, pode ser a última vez. não deixe nada inacabado, não deixe nada sem um ponto final verdadeiro. deixe o orgulho de lado. se permita viver verdadeiramente. mantenha seus amigos perto e seus inimigos há quilometros de distância, de preferência onde não possa vê-los nem lembrar que existam. faça o que der na telha. beije mais, não importa se a mesma pessoa. sorria cada dia mais. colecione palavras de carinho. dance até o chão, sem música mesmo. mergulhe cada vez mais fundo. tome um banho gelado, no frio. se permita ser feliz.

'a gente passa a entender melhor a vida..'

segunda-feira, 12 de abril de 2010

uma mente sem lembranças.

assista ao filme 'brilho de uma mente sem lembranças'. eu não me lembro muito bem do final, mas ele conta a história de uma moça que resolve testar um aparelho para fazê-la perder a memória. e claro, o ex-namorado dela passa 2h tentando convencê-la do contrário.
porque chega um momento na vida da gente que gostaríamos de fazer isso. sempre chega. você pode negar e me chamar de louca. mas esse momento vai chegar, inevitavelmente.
você dará tudo por uma noite sem pesadelos. dará tudo para evitar certas músicas. dará tudo para não sentir o coração descompassado. dará tudo para apagar a lembrança de um corredor vazio e mal iluminado, onde você se partiu. dará tudo para não sentir esse aperto no coração que tanto machuca. dará tudo para esquecer dias pelos quais você esperou tanto e fez tantos planos.
mas você não vai apagar. vai ser pra sempre parte essencial de você, do que você é, da sua alma. e há de torná-lo ainda mais forte.

'dessa vez eu já vestí minha armadura. e mesmo que nada funcione, eu estarei de pé, de queixo erguido*

domingo, 11 de abril de 2010

impossível.

o impossível não existe. o impossível é uma desculpa criada pra quem não consegue. faça o possível, passe pro improvável e logo estará no impossível. é algo assim, não?
porque dizer que é impossível não passa de uma opinião, de uma opção. você pode optar por desistir sem lutar, por arranjar uma desculpa. mas no fundo, bem lá no fundo, você vai se arrepender de não ter tentado mais uma vez, mais um dia. você vai saber que poderia ter conseguido, que teria se orgulhado de ser forte.
a sua força não está em ser humilde de admitir que não consegue e blablablá. a sua força está em não desistir nunca, não parar de lutar nunca. o que adianta lutar, brigar, se esforçar pra depois desistir? se você lutou, brigou e se esforçou, é porque valia a pena, não? então, ou foi uma enganação desde o primeiro dia ou você é fraco por desistir do que vale a pena, do que te fazia feliz. porque o impossível é pros fracos.

melhor que seja uma incrível enganação. alguém fraco torna tudo ainda pior. =x

sábado, 3 de abril de 2010

o amor. II

'quanto mais você conhece uma pessoa, mais devería amá-la*

porque essa deveria ser a linha cronológica do amor. deveríamos conhecer uma pessoa. conhecer suas qualidades e seus defeitos. entendê-los, acima de tudo. compreender que para um relacionamento funcionar, o entendimento é primordial. deveríamos então nos apaixonar por ela. sabendo de todos os seus defeitos e fazendo com que eles fossem o ponto principal que fizessem nós nos apaixonarmos. porque depois de algum tempo, com a convivência, esses defeitos fariam com que a pessoa se parecesse ainda melhor. as surpresas seriam cada vez melhores.
mas não é assim que acontece. primeiro conhecemos uma pessoa. conhecemos o que a pessoa quer mostrar. não realmente a conhecemos. acabamos nos apaixonando por uma imagem que criamos dela. ou pior ainda, uma imagem do que a pessoa gostaria de ser. e com o tempo, conforme deixamos nos envolver, vamos descobrindo os defeitos tão bem escondidos. defeitos que poderiam ter nos feito apaixonar ainda mais, se não fosse tamanha surpresa.

'é, o amor é assim*

sexta-feira, 26 de março de 2010

ah criatividade.

criar é ir além do que poderíamos imaginar. é colocar em palavras ou em imagens milhões de sentimentos. é ter o poder de mexer com as sensações e com a percepção das pessoas. é fazer com que as pessoas se identifiquem com o que você é, bem lá no fundo. é deixar todo o sentimento e paixão que você tem dentro de si tomar forma, se tornar algo palpável.
criar é mais do que jogar cores em um papel ou formular frases com sentido. é transformar o que não tem explicação em algo que tem vida, que pulsa paixão.


'Designers são visuais: eles são capazes de ver coisas antes que se tenha qualquer coisa para ser vista.'
Ralph Caplan, escritor e consultor de comunicação

quarta-feira, 24 de março de 2010

Prosa e Verso de Boteco*

Prosa e Verso de Boteco

incrível como quando menos esperamos, as melhores coisas acontecem. quando eu resolvi criar esse blog, a ideia inicial era apenas desabafar, dizer o que eu tanto pensava pra tentar fazer eu me sentir melhor. muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e eu precisava da minha válvula de escape. quando a sua válvula se torna o problema, é hora de repensar. e assim surgiu o 'ouvi dizer que só era triste quem queria*
e dizem que quando a gente faz o que gosta, as coisas acontecem, fluem. e como exemplo disso, o texto 'meu eu' foi publicado no Prosa e Verso de Boteco. visitem, vale a pena.

obrigada sechini, pelo apoio (:

terça-feira, 23 de março de 2010

'o mundo gira*

'o mundo gira e bota sempre tudo no lugar'

pois é, o mundo é assim. o que parecia tão certo talvez não fosse tão certo assim. o que parecia estar no lugar certo, na hora certa, talvez não estivesse assim. mas talvez aquela não fosse a coisa mais certa pra você.
essa música que eu citei é muito válida. porque o lugar em que as coisas ficam depois que o mundo gira... esse lugar sim, é o lugar certinho pras coisas estarem. pode doer, soar estranho ou confuso na hora. mas pensa! o mundo não giraria, as coisas não mudariam se esse não fosse o melhor a acontecer. e se lamentar por isso é a maior prova que isso deveria ter acontecido, pra colocar as coisas em sua perspectiva.

e agora tudo tá no lugar certo ;)

sábado, 20 de março de 2010

o amor.

o amor não é comum. você só encontra o amor uma vez na vida. pode ser aquele cara que você conheceu no farol ou a garota que não te deu bola. pode ser o seu melhor amigo gay. ou aquele primeiro namorado da infância. o fato daquele ser o amor da sua vida não é garantia de nada. na verdade, nua e crua, são raros os casos em que se conhecem e que vivem plenamente esse amor. e eu digo raro porque além de se encontrarem, viver esse amor é o mais complicado.
o amor da sua vida não é alguém perfeito pra você. é quem você vai amar, de todo o coração, não importa o que aconteça. é alguém que você odeia, mas não sabe esquecer. e perceba, não disse que é quem vai te amar de todo o coração. e sim, quem você ama. porque a recíproca não é verdadeira nem nunca foi. são raríssimos os casos em que se pode amar com todo o coração e receber esse amor de volta. afortunados sejam.

segunda-feira, 15 de março de 2010

o meu eu.

eu sou o que as pessoas não podem ver. o que ninguém pode ver. o que só eu conheço e já senti. eu sou o que eu faço com o que eu já vivi.
sou a soma dos sorrisos que já dei. sou a soma das lágrimas também. sou os brinquedos que ganhei quando criança. sou as broncas que recebí dos meus pais. sou todas as praias que já conheci. sou os abraços que já me deram e os que eu corri atrás. sou as músicas que já ouvi. sou os beijos que já dei, principalmente os que eu me arrependi. sou as dores do corpo e da alma. sou as caretas e as manias que tanto me caracterizam. sou todas as girafas que já comprei e já ganhei, cada uma na sua importância. sou cada sim e cada não que eu já disse. sou as vitórias e as derrotas que eu já tive. sou os amigos que fiz e principalmente os que mantive. sou todos os sacrifícios que ousei fazer, ainda mais os que não tiveram resultados nenhum. sou cada pessoa que eu já conheci e o que eu aprendi com ela. sou tudo isso. e vou ser ainda mais.

'não espere eu ir embora pra perceber..' (;

domingo, 14 de março de 2010

o que vale a pena pra você?

o que vale a pena pra você? um dia feliz, onde tudo deu certo ou um dia ruim, em que se aprendeu mais do que se tivesse tudo ocorrido bem? um momento sozinho, pra colocar a cabeça no lugar ou um momento com quem é importante pra você, pra te fazer esquecer da vida? um almoço com o que você mais gosta ou passar o tempo de uma forma diferente? uma música que te faz chorar ou uma música que não te faz sentir nada? uma aula dentro da sala de aula ou um passeio que te faz aprender muito mais? um curriculo perfeito ou um dom? um sim ou um não? o passado ou o futuro?

um dia como hoje é o sinônimo do que vale a pena pra mim. sz'

sexta-feira, 12 de março de 2010

nada. e tudo.

ser criativo não te torna um bom publicitário. ser simpático não te faz ter amigos. ser bonito não te faz virar modelo. perfeição não é garantia de sucesso.
falar bem não te torna ator. jogar bem não faz você virar um atleta. ser um bom amante não te faz ser amado. comprar presentes não te torna inesquecível. perfeição não traz felicidade.

é o que dizem, gostamos das pessoas pelas suas qualidades e as amamos pelos defeitos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

dívida.

existem aquele tipo de pessoa que você sempre vai ter uma dívida eterna. que não importa a quantidade de abraços, de favores e de momentos juntos, sempre haverá um dívida a se acertar. é aquele tipo de pessoa que está do seu lado, independente do que aconteça, da situação que for. que vai te consolar, te abraçar, fazer você sorrir, não importa o que aconteça.
a única coisa que podemos fazer é tentar acertar as coisas. nos doar de corpo e alma, fazer absolutamente tudo que for preciso pra fazer aquela pessoa sorrir. isso é amizade. isso é amor.

eu estou do seu lado pra absolutamete tudo. meu amor sz'

quinta-feira, 4 de março de 2010

tempo II

o tempo é uma coisa muito engraçada. extremamente volátil. e pior, muda tudo ao seu redor. muda o jeito que você olha o mundo. foi cor de rosa, num tempo que parece há uma eternidade. foi preto e branco, num tempo que durou tempo demais. agora está... não sei bem ainda. talvez sépia, alternando entre o passado e o presente.
o tempo muda os sentimentos que você tem. o seu melhor amigo de dias atrás se tornou alguém imprevisível. o amor da sua vida se tornou alguém estranho. o cara lindo que te ignorava agora faz mais do que falta.
o tempo muda até as lembranças. aquele determinado lugar que te deixava com lágrimas nos olhos, hoje te deixa com lágrimas por outro motivo. aquele cheiro que te fazia cócegas de tão bom, hoje te deixa melancólico. aqueles dias prometidos hoje não passam de promessa quebrada.

incrível como tudo muda.

segunda-feira, 1 de março de 2010

morte.

nada na vida é inevitável. talvez a única excessão seja a morte. seja ela dolorosa. seja ela rápida. seja ela inesperada. seja de dentro pra fora. ou de fora pra dentro.
não há o que possamos fazer. um dia vai chegar, de algum jeito. o que fica mesmo é o que você fez pras outras pessoas. os sorrisos que causou, os abraços que deu, os sentimentos que demonstrou. por mais que o tempo passe, isso vai ser importante pra alguém. em alguém lugar. em algum momento. o tempo vai passar e seu corpo se vai também. mas o que fica, o essencial, é invisível aos olhos.

ninguém sabe o quanto é importante pra mim. e sempre vai ser.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

o tempo.

o tempo é implacável. é cruel. é inabalável. é a cura. é a dor. é imparcial.
não importa o quanto você ame, o quanto você odeie, o quanto você sinta falta de alguém, o quanto você queira que tudo páre naquele momento. o tempo vai arrastar tudo com ele. as lembranças nítidas não serão tão nítidas assim, as sensações que você teve naquele momento não serão tão fortes, você mal se lembrará do formato dos olhos de quem você ama, os lugares não terão tanta cor.
mas o tempo também é a cura. quando não se quer ter mais lembranças nítidas nem sensações fortes. quando o formato dos olhos e as cores dos lugares não são mais suportáveis nem mesmo em lembrança.
o tempo vai arrastar tudo com ele. mas enquanto você tiver pessoas a se lembrar, por mais que não possa dizer o formato dos olhos; tiver lugares que vale a pena lembrar, mesmo que estejam desbotados; tiver sensações que te apertem o peito mesmo depois de tanto tempo; tiver lembranças em que se lembra uma única palavra, você ficará bem.

'cross your heart' sz

sábado, 20 de fevereiro de 2010

motivos.

tudo na vida tem um porque. tem um motivo, uma razão, uma circunstância. nada é em vão, absolutamente nada. o telefonema que vc não pode atender, o táxi que vc perdeu, o avião que atrasou, a pessoa que vc conheceu por acaso.
pode não ser hoje, pode não ser amanhã ou depois. mas uma hora ou outra, o significado dessas coisas vai aparecer pra vc. e vc vai ficar se perguntando como pode ser tão idiota o suficiente pra não perceber isso antes. mas a vida é assim, sempre é. as dores que vc sente hoje, terão significado algum dia, em algum momento. é só vc não ficar cego, não ficar esperando a sorte bater à sua porta. a sorte chega pra quem mantém a porta aberta, chega pra quem realmente merece.
a vida te dá todas as oportunidades possíveis de ser feliz, só não aproveita quem não quer! sabe aquela história de ‘deus escreve certo por linhas tortas’? então, cabe a vc, somente a vc, a missão de ler as coisas escritas. por mais difícil que isso seja.

o que é mais difícil, também é mais gostoso ;]

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ah felicidade.

incrível como tudo muda de um dia pro outro. literalmente. se ontem foi aquela melancolia, aquela tristeza, aquele aperto no coração, hoje compensou.
a felicidade pode estar em todo lugar, em toda pessoa. no sorriso que alguém te deu ou no gesto que você reparou de relance. naquela jogada que te fez se sentir o ronaldinho. no sentimento de ser lembrado, na surpresa de descobrir que você faz falta. no reencontro há tanto tempo esperado. na certeza que tudo na vida passa, não importa o que aconteça. na soneca que você tira em plena aula, que te dá aquele gás. no dia a dia ao lado das pessoas que você mais gosta no mundo. e até quem não tá ao lado, mas que vale como se estivesse. naqueles momentos sozinhos, só você e você mesmo, que servem pra colocar a cabeça e o coração no lugar.
ajuda e muito, de verdade, a te fazer ver a vida de outra forma.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

saudade.

saudade é algo que dói fundo no peito. é aquela falta do que você nem imaginava. é não se sentir completa, parecer que falta um pedaço. é descobrir o quão se é importante só quando se está longe. é um aperto no coração, uma sensação de perda que parece não ter fim. é aquela vontade de cruzar oceanos e mover montanhas só para deter tamanha dor, só para receber algo que aqueça seu coração. é o choro contido, o desafio de ser forte e se mostrar impassível. é se agarrar nas lembranças com tal força que elas se tornam algo mais que normal, diário; se torna algo vital. é aprender a viver a vida normalmente, mas saber que cedo ou tarde, algo vai te fazer lembrar, vai te fazer sofrer com essa falta que se torna cada vez mais pronunciada em sua vida.

'tempos difíceis estão por vir, harry'
não só pro harry :x

sábado, 6 de fevereiro de 2010

faxina mental.

tem um momento da vida que vc chega a um impasse. quer manter a sua vida de antes, com todas as coisas antigas, velhas, te fazendo acumular pensamentos ruins e lembranças piores ainda? ou quer reformular tudo, buscar um novo motivo pra continuar sorrindo, se cercar de pessoas que te façam bem?
pois se vc escolheu a segunda opção, comece por vc mesmo. páre de pensar nas mágoas do passado, do que não deu certo, dos sorrisos que vc não deu. use isso como um incentivo pra sua mudança, afinal um dia sem sorrisos é um dia perdido. pense agora no quanto vc poderia ter sido feliz, no quanto vc teria aproveitado se não fosse o passado te impedindo de ver as coisas boas.
se vc chegou até aqui, parabéns. são poucas as pessoas que tem tamanha força de vontade e tamanha certeza do que quer. agora o mais complicado. o físico. jogue fora o que te faz mal, aquelas coisas que tinham significado e que hoje só trazem más recordações. pense no quão insignificante tudo aquilo vai se tornar na sua nova vida. queime, dê pra adoção, recicle. tanto faz. nada daquilo vai te fazer bem, acredite.
claro, algumas recaídas são normais. aqueles dias que tudo parece ter sido disperdiçado, que nada tem lá muita importância. mas isso passa, vai por mim. vai ficar a sua força de vontade. essa sim, vc pode se agarrar.

domingo, 31 de janeiro de 2010

falta*

sabe aquela história de ter saudade do que nem viveu? eu nunca acreditei muito nisso, sabe? 'tenho saudade do que nunca vivi' sempre me pareceu uma bela desculpa pra se ficar deprimido. mas eu estava lendo um texto esses dias e fiquei pensando. não é só uma bela desculpa, é a pura realidade, é a causa da maioria das nossas dores.
nós não sofremos pelo que já foi vivido, mas sim, pela falta do que nem mesmo aconteceu. nós não sofremos pela morte de alguém pensando no quanto vivemos ao seu lado, mas pelos dias que não passaremos ao seu lado, pelos sorrisos que nós não vimos; nunca parece ter sido tempo suficiente. nós sofremos pelo fim de um relacionamento a partir do momento que pensamos em todos os sonhos que tínhamos juntos e não realizamos, nos beijos que não damos, nos filhos que não tivemos e nas sensações que não presenciamos juntos. nós sofremos ao não conseguir algo que sempre quisemos, mas não pelo sonho em si, e sim ao pensar nas pessoas que não conhecemos, nas coisas que não aprendemos, no que tempo que se foi perdido pensando sobre isso.
o jeito é sonhar menos e viver mais. é não se preocupar só com o resultado final, mas com o que aprendemos nesse caminho, no que realmente aconteceu de bom pra nós nesse meio tempo. não importa se o que aconteceu não foi o que vc realmente sonhou, não foi o esperado. sempre alguma coisa boa dá pra ser tirada dessas situações.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

auto estima*

ooh yeah. não, não é sobre minha auto estima. ela está bem, obrigada. é sobre a dos outros que me incomoda. claro, tem todo aquele papo de não se meter com as ideias dos outros e tal, mas eu não me conformo com algumas coisas. tem gente que tem todos os motivos do mundo pra ser totalmente livre, totalmente despreocupado e desencanado consigo mesmo e mesmo assim consegue encanar com as coisas mais bobinhas possíveis. sem exemplos dessa vez :D
mas ai eu me pergunto: por que tudo isso? acho que é cegueira mesmo! falta de vergonha na cara! falta de vontade de encontrar aquilo que vc faz incrivelmente bem. nem que não seja tão bem assim, mas que seja de um jeito que ninguém mais faça. claro que tem, é só procurar. alguns tem a sorte de já nascer com essa percepção, outros não. o jeito é procurar, se esforçar e não deixar a bola cair nenhuma vez!
poderia ser psicóloga. é.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

scracho*



ooh yeah, dia de fazer uma propaganda básica. já ouviram scracho? é uma banda carioca, já tem um tempinho que tá na estrada e de verdade, é viciante. eu conhecí a banda há um tempinho já e desde então vinha baixando várias músicas e acompanhando o trabalho deles meio de longe. até que um dia, estava eu passeando na Saraiva (é, eu adoro esses passeios) e avistei de longe o DVD deles. é, aquela banda que eu demorei um século pra achar tinha gravado um DVD, e pra MTV. depois de um tempinho analisando minha situação financeira, não aguentei e comprei o tão esperado DVD.
gente, como o DVD deles é bom! incrivelmente bem editado, tem várias músicas boas e uma regravação inédita de uma do Nando Reis, que eu adoro também. as músicas variam entre um rock mais leve e um reggae bem gostosinho de se ouvir. e claro, as letras são fantásticas.
bom, é isso por enquanto. visitem, de verdade, é viciante.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

um dia.

um dia você aprende que o tempo passa, inevitavelmente. que o que parecia tão certo, não é tão certo assim. que o maior amor que você pode sentir, tem que ser por você mesmo. que um abraço é capaz de curar muitas coisas, mas não todas. que a maior solidão é aquela que você sente com muita gente do lado. que a sua vida, é você quem faz. que você nunca pode deixar a sua felicidade nas costas de outra coisa ou de outra pessoa, você é mais importante que tudo isso. que os verdadeiros amigos fazem mais do que segurar a sua mão, eles te fazem ter chão. que quem quer luta, mesmo que no fim não vença. que olhar pra trás e se arrepender do que fez é pior do que não fazer. que beijar alguém pode significar ou não, depende de você. que mesmo uma cidade condenada a ser um inferno pode se tornar o paraíso em plena terra. que um banho de mar tira tudo de ruim que tenha em você, te faz sentir mais leve. que a melhor coisa da sua vida normalmente está do seu lado. que um amigo de verdade faz absolutamente tudo pra que você se sinta melhor. que uma viagem pode fazer você esquecer o mundo. que uma música pode falar o que você sente, melhor do que você próprio. que sentir pena de você mesmo não vai fazer o mundo melhor, não vai te fazer melhorar. que o impossível é só uma questão de opinião. que beber não vai fazer de você melhor, só por aqueles breves momentos. que as melhores pessoas que você tem ao seu lado são aquelas que surgiram de repente, quando não se esperava mais nada de ninguém. que pra cada sentimento bom que você deposita em alguém, maior se torna o tombo quando se descobre que não era certo. que pra absolutamente toda ação, há uma reação. e na maioria das vezes, não estamos prontos pra ela. que sempre vai haver uma coisa que você não vai conseguir esquecer, perdoar ou tirar da cabeça. (:

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

morena*

pois é, acho que tomei gosto por essa coisa de escrever sobre uma determinada pessoa, acho que vou investir nisso. eu aprendí o que é amizade verdadeira com duas pessoas. mas hoje vou falar sobre uma, em especial. aquela que tem o sorriso mais lindo e o cabelo de dar mais inveja. aquela da semana inesquecível na praia. aquela que insiste nas piadinhas de loira só pra que eu fique brava. aquela do abraço confortador e das caretas engraçadas. aquela que eu andaria quantos quilometros fossem necessários só pra ouvir os seus problemas. aquela que mora a 9h de distância de mim, mas que eu sinto a presença sempre. aquela que me ouviu e que me fez rir quando eu precisei de ajuda. aquela que eu ouvi e que eu fiz rir quando precisou de ajuda.
como eu te disse outro dia, nunca, nunca mais repita que não faz mais parte da minha vida. coisas acontecem na vida, mas não vale a pena se preocupar com isso agora. o pior já passou, a falta já se amenizou, as coisas mudaram.
eu te amo, não se esquece nunca disso.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

message boy*

só estou pensando em todo esse ano que passou, em tudo que eu vivi, em todos que eu conheci. um em especial. há quem chame de metido, de esnobe, o que for. mas eu não acredito, nem em mil anos.
fazia tempo que eu não me deparava com alguém tão íntegro, que tenha ideias que batem tão bem com as minhas. mas não é sobre isso que eu preciso falar, que eu quero falar agora. o que é bom não precisa ser explicado, ele simplesmente existe.
e claro, ele não precisa de "ice cream cones". tem o sorriso que conquista e o abraço que consola. joga futebol como ninguém, mesmo que não acredite nisso. tá, é são paulino, mas fazer o que né? ainda faço virar corinthiano. tem um dos melhores livros que já lí e uma letra de dar inveja. some por tempos longos demais, mas cá entre nós, só faz com que todos sintam sua falta. aposto com quem quiser que toca como ninguém e que vai fazer mais sucesso do que imagina. poderia ter toda a torcida feminina do flamengo aos seus pés, se quisesse. nem que não queira!
e eu não costumo fazer um texto dedicado a uma única pessoa, mas essa é uma exceção. pelo dia a dia de algumas semanas e pelas conversas até a madrugada. obrigada mesmo, de coração. pelas surpresas e por estar sempre aqui, mesmo que não apareça. eu também vou estar aí, do seu lado, mesmo que eu não apareça. eu só não sou do tipo de garota que comentaria algo [;

domingo, 10 de janeiro de 2010

hoobastank - the reason! *-*

'I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you'

então, essa música costumava ter um significado bem especial pra mim, sabe? achar um bom motivo pra vc tentar ser melhor, um motivo pra vc mudar.
mas como já deu pra imaginar, essa música caiu por terra. claro, não por culpa exclusiva minha e tal, mas paciência agora. estava eu, deitada no sol e ouvindo música, até que chegou nessa em especial. pensei em passar pra próxima, como eu fiz com quaase todas as outras, mas parece que 'uma força' me fez ouví-la inteira.
não é que essa música se tornou especial de novo pra mim? claro, não pelo mesmo motivo que era antes, já que, cá entre nós, era um motivo bem mixuruca e meloso. agora não. eu realmente achei um bom motivo pra mudar o que eu costumava ser. um motivo maior, muito maior do que qualquer outro que eu já tenha imaginado.
eu devo essa mudança pra muita gente. devo essa mudança aos meus amigos, aqueles que me abraçaram quando eu precisei. devo essa mudança a algumas pessoas em especial, que insistiram que eu era mais forte do que aparentava. devo essa mudança até ao meu cachorro, que vinha me lamber sempre que eu parecia triste.
eu devo a eles, mais do que qualquer coisa! eu mudei por um motivo maior. mas na moral, fazia tempo que eu não me sentia bem assim (;

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

praaia *-*

como alguns de vcs sabem, eu to em férias no Guarujá. cara, eu amo essa cidade! eu tenho todos os motivos possíveis pra não querer sequer lembrar que ela existe, mas fazer o que né? aqui tá caindo o mundo faz uns dias, exceto por algumas tardes que o céu fica limpo... e vale totalmente a pena, acreditem. só de ter a liberdade de sair do apartamento e respirar ar puro já me traz paz.
e andar no calçadão então? eu me descobri totalmente fazendo isso. sair cedo, colocar um tênis, amarrar o cabelo e pegar um relógio. sair sem ter hora pra voltar, andar os meus 5 km ou mais... sentir o ar de perto do mar, poder se refrescar debaixo dos coqueiros, ouvir as ondas quebrando e poder ainda pegar um solzinho.
e esses dias que ainda deu praia? pude descer pra areia, deitar numa cadeira e ainda ler! fiquei lá, deitadinha a tarde toda, só parando pra dar um mergulho quando o calor se tornava insuportável. sério, não tem mais nada que me dê paz como olhar e sentir o mar. saber que tem água ali até depois da onde pode ver. sentir a energia debaixo d’água, ouvir as ondas quebrando lá longe. e quando não tem onda? poder ficar lá boiando durante horas, sentir a água molhando sua cabeça, tirando tudo que é ruim do seu corpo.
até mesmo não fazer nada me atrai. hoje por exemplo, to com uma puta preguiça de sair do sofá, tá chovendo horrores e acredite, eu já tomei a minha cota diária de chuva. vou ficar aqui deitadinha, falando com os meus melhores amigos, dando muita risada comendo qualquer coisa e ouvindo scracho. realmente, é tudo que eu sonhei pra mim! HAUSHUASHAUHAU
desejo essa mesma paz pra vc (;

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

decepção'

decepção é algo com que eu convivo muito intensamente. eu tenho um sério problema em esperar demais das pessoas e isso sempre me causou danos demais. a minha consideração cresce quase instantaneamente ao momento que eu conheço alguém, é involuntário.
mas tenho pensado bastante numa teoria que eu ouvi um tempão atrás. não se deve esperar muito de uma determinada situação ou determinada pessoa. o certo é ficar sempre pronto pro pior, independente do que seja. se isso realmente acontecer, vc já estava mais do que preparado pra ela. mas ao contrário, se algo de muito bom ocorrer, o máximo que vc vai ter vai ser uma agradável surpresa.
há algum tempo eu tinha mudado meu conceito a respeito dessa teoria, mas pensando bem, ela não deixa de ser verdadeira. o mundo tá cheio de desapontamentos, todo mundo tá cercado de decepções a todo segundo. não adianta querer dizer que vc não liga, que vc supera. nunca tudo é superado. por mais que a ferida se feche, uma cicatriz daquela ocasião vai ficar ali com vc, pra sempre.
então eu faço um apelo a quem tá lendo esse texto. não se deixe levar pelas pessoas. por mais bonitas, simpáticas, verdadeiras que pareçam, isso vai mudar um dia. pode ser por força de um motivo maior, por nunca ter sido completamente verdadeira, eu sei lá. mas nada é o que parece, nunca mesmo. pode até não ser por querer, mas as coisas sempre mudam, por um motivo ou por outro.
decepção que dói. que te faz querer gritar. que te queima por dentro. que te faz ter vergonha de já sequer ter acreditado naquilo. decepção de te fazer ter pesadelos a noite. decepção que te faz ter motivos e coragem pra escrever um texto assim.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

saga crepúsculo

depois de mais uma tarde lendo de frente pra praia, aqui estou eu. lí midnight sun de novo esses dias e fiquei analisando o comportamento dos personagens... eu sei, é meio fim de carreira eu ler esse livro de novo, ainda mais na praia.. mas sei lá, a história é meio pessoal demais pra mim xD

eu já lí todos os livros da série pelo menos duas vezes cada, então eu fui absorvendo algumas opiniões diferentes... quando eu lí crepúsculo e lua nova pela primeira vez, o que me pareceu foi: noooossa, o edward é o sonho de consumo de qualquer uma e o jake é aquele que chegou pra por um fim em qualquer relacionamento.. e a bella seria a garota de sorte, que conseguiu tudo o que sempre quis.
mas depois de acabar de ler a série e reler os dois primeiros livros, especialmente o lua nova, uma nova certeza me pegou em cheio. tudo bem, tudo bem, muita gente pode falar que essa minha mudança foi causada pelo momento extremamente sem romantismo que eu vivo no momento. não vou negar, o meu momento pessoal me fez capacitada para colocar em palavras o que eu sinto, mas essa minha mudança já tinha acontecido há muito tempo.
edward não é o príncipe encantado que eu julgava que fosse, ele é possessivo. apesar da necessidade de estar perto dela, ele não se apaixonou de verdade pelo bella. ao prestar atenção na leitura de midnight sun, ele se diz completamente apaixonado após ela apenas sussurrar o seu nome enquanto dormia. desde quando esse era um fator tão importante assim que o fez ligado ao amor? e quando ele vai embora em lua nova, como isso pode ser considerado para a proteção de bella? era evidente como ela não poderia se manter segura sozinha. foi egoísmo, foi pensando somente na sua falta de responsabilidade sobre mante-la viva. talvez tenha sido até uma decisão tomada sem pensar, vai saber... como ele poderia achar que ela manteria sua vida como se nunca o tivesse conhecido? ele mudou a sua vida, mudou cada centímetro do que ela achava certo. como abandoná-la poderia parecer certo para alguém que dizia amar tanto? e bella não é nenhuma criança, se ela queria ser transformada, bingo!, ela teria esse direito. nunca mais aparecer, apagar tudo que pudesse ter pertecido à ele não faria que ela o esquecesse... faria com que cada batida do coração doesse mais, faria com que cada noite se tornasse um pesadelo, faria com que cada lugar referente ao amor deles doesse mais que poderia ser possível.
ao mesmo tempo, pobre jacob... ele sim é o que podemos chamar de amor incondissional. eu sei, tem a renesmee no final da história, mas supomos que ela não aparecesse... ele sim era o merecedor do tamanho do amor que a bella sentia. ele esteve ao seu lado em todas as oportunidades que ela precisou, foi seu sol, sua vida. foi o que parecia mais próximo de amor, não possessão.
e bella também não escapa disso... tudo bem, ela se apaixonou pelo edward e blablablá... mas ele a abandonou! quando ela mais precisava, quando tudo que tinha sentido na sua vida era aquele amor, ele fugiu, ele não aguentou aquela responsabilidade toda. ele relevou o amor, a certeza que eles tinham um no outro. como ela foi capaz de olhar quando ele voltou e sentir amor ainda? o jake sim, tinha todas as 'qualificações' possíveis e imagináveis para corresponder àquele amor a altura...

eu sei, eu sou meio insensível.. mas ele brilha no sol, eu não me conformo --'
HUAHSUAHAUAUSUH'