segunda-feira, 3 de maio de 2010

despedida.

e depois de tanto tempo, ele voltou a pensar nela. em cada momento que ele perdeu. em cada situação que ela conseguia deixar mais bela. em cada sorriso e o que eles significavam.
parou pra pensar no quanto ela sabia de sua vida e no quanto ele podia confiar nela. parou pra pensar no quão reconfortante era chegar em sua casa e encontrar alguém sempre lá, pronto para fazê-lo feliz. parou pra pensar nas manhas que ela fazia e no quanto ele se irritava com isso. parou pra pensar até no quanto isso faz falta agora. parou pra pensar na certeza que se transformou em dúvida. parou pra pensar na dúvida que se tornou incerteza. parou pra pensar em todas as lágrimas que ele derramou e no fato de que ela sempre estava ali, pronta pra ouví-lo. parou pra pensar no buraco que não dá pra fechar, no vazio que não dá pra repor. parou pra pensar em todas as vezes que queria ter dito uma palavra de carinho e não teve coragem. parou pra pensar ainda nas vezes que teve coragem de dizer 'eu te amo e não vivo em você' mas que não teve oportunidade.
nesse dia ele chorou e disse amém. chorou de saudade da mulher que um dia ela foi pra ele.

situações extremas pedem medidas extremas. primeira ficção. ou não.

2 comentários:

  1. Brilhante, Liih*! Evidentemente, muitas vezes só se dá valor ao que "foi embora"... Todavia, pequenina, muitas vezes situações extremas, não ficcionais, exigem ponderação, engenho e arte. Parabéns!

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  2. me lembrou ...
    http://tolieupanywhitelie.blogspot.com/2009/12/olhou-como-se-ela-fosse-unica-mulher-de.html

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