domingo, 19 de setembro de 2010

sonhos.

eu vivia num universo paralelo, parecia feito por mim. eu tinha um dom, um presente só meu. quando eu queria, podia parar o tempo ao meu redor. as coisas paravam, o universo parava e só eu continuava me mexendo.
tudo começou quando eu ainda era criança. quando dei por mim, tudo havia parado ao meu redor. naquela época, eu não sabia muito bem o que fazer com esse talento. eu só ficava brincando e minha mãe sempre se perguntava porque eu estava sempre tão cansada no final do dia. quando cresci mais um pouco, usava todo o tempo extra para estudar. claro que me sentia culpada por ter uma chance a mais que os outros, mas essa culpa não era grande o suficiente pra me fazer parar. fui adaptando esse dom durante toda a minha vida. um pouquinho de tempo a mais pra maquiagem, analisar o por do sol na praia, fazer um exercício na academia.
sempre foi assim, desde que eu me conhecia por gente. sempre solitária, sempre esperando pelo momento em que eu poderia ficar ainda mais sozinha. foi então que eu o . ele não era apenas bonito, fato inegável. ele parecia sentir que atraía todos os olhares ao seu redor, que tinha uma espécie de imã superpotente em si mesmo. e eu, que já havia provado de tudo, que já havia visto de tudo, que já havia sentido pessoas diferentes, mesmo assim eu me surpreendi quando o conheci. ele era tudo de mais estranho que eu já havia conhecido, tudo que eu não sabia explicar. como alguém como ele poderia ser tudo isso e não saber? como ele poderia atrair tanta gente e ainda assim não ter consciência disso? ele era uma incógnita pra mim. e era isso que o fazia tão irresistível.
não quis mais ser solitária. não quis mais ouvir músicas e não pensar em ninguém. não quis mais me manter isolada das pessoas. não quis mais viver sem ter sonhos. sonhar é bom. que todos os momentos em que o mundo pára sejam por estar com ele.

2 comentários:

  1. Seus textos são os melhores e sim, eu SEMPRE leio! Parabéns *-*

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  2. è uma das centenas de fases que passamos,...a vida é assim, um ciclo sem fim.
    Inté!

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