quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

eventually, 2011


aproveito essa época para avaliar o que fiz nesse ano. na virada, contrariei tudo o que ouvi a vida inteira e passei de roxo. dizem que traz sorte e boas vibrações (e disso eu não posso reclamar).
pensando melhor, ainda bem que não consegui tudo aquilo que desejei, foi melhor assim. me reaproximei de pessoas que havia perdido e me afastei de quem eu julguei necessário. imaginei, realizei e concluí o maior projeto que eu pude pensar. e hoje sei quem estava do meu lado me dando força e me segurando quando eu fraquejei. conheci pessoas que vou levar pro resto da vida e outras que ainda não descobri porque vieram. aprendi o real significado de amizade. mas principalmente, de perdão. conheci alguns do lugares mais bonitos do Brasil e aproveitei cada segundo que estive lá. estudei e me dediquei ao que realmente era importante. e pude escolher o que fazer.
mas também fiz muita, mas muita besteira mesmo. apesar de ter aprendido a tirar alguma coisa boa de tudo isso, nem sempre é bom viver na prática. supervalorizei pessoas que não mereciam minha atenção. acreditei em amores que obviamente não eram mais os mesmos. desprezei quem fez por merecer. ignorei sonhos e sinais. dormi mais que precisava. não me despedi de quem eu gostaria. quebrei promessas que jurei nunca nem pensar em desonrar. cai nas mesmas armadilhas de sempre. mas finalmente descobri o que valorizar e o que é de verdade.
no balanço geral, retrocedi alguns passos e avancei muitos mais. para 2011, quero conhecer pessoas novas na faculdade. absorver tudo de bom que eu conseguir. arranjar um bom estágio. administrar meu horário melhor. voltar a treinar. continuar a fotografar e escrever. passar mais tempo no meu refúgio à beira mar. e o principal, voltar a amar. aquele amor de verdade.

domingo, 26 de dezembro de 2010

freedom.

e é tão difícil abrir mão das coisas. desistir. deixar partir. abandonar.
mas ela já não via solução para seu impasse. sabia que se o deixasse ir, seria para a vida toda. ela aprenderia a viver sem sua presença, sem sua paz. ela abriria mão de seus sonhos e do futuro ao lado dele. quebraria promessas que ela jurou honrar. se fecharia novamente naquele casulo que ela jurou nunca mais construir.
mas sabe o que dizem, tem que se deixar livre, talvez um dia volte. ela se vestiu o mais rápido que pôde. foi até a rodoviária. antes que tivesse chance de pensar duas vezes, deixou a passagem na porta da casa dele.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

bem colado ao teu

e o que mais me espantou todo esse tempo foi o incrível paradoxo que ela havia se tornado na minha vida. por anos, ela foi a maior fonte de felicidade que eu poderia querer. depois de uma bruta reviravolta, ela havia se tornado a pior coisa que tinha me acontecido em anos. agora? agora ela é o maior símbolo de saudade que eu tenho, mesmo não possuindo nada concreto.
sinto tanta falta! não falta dela em si, já que ela me deixou irreparavelmente machucado. sinto falta, sim, do que ela significava pra mim. eu era uma pessoa completamente diferente, era uma versão plus de mim mesmo. a esperança e o companheirismo reinavam no meu peito. eu tinha a certeza de ter um chão, uma base forte para me firmar.
eu era tão bom! eu acreditava no amor que a gente sentia e na força que ele tinha. me sentia invencível. e não precisava de ninguém mais para me dar a mão.
quando eu perdi meu chão, tudo desabou. a única certeza que eu tinha ruiu da pior maneira que eu poderia prever. sinto muita falta das borboletas no estômago e da ansiedade antes de vê-la. e sabe qual é o meu maior medo? me esquecer do quanto eu era feliz. me esquecer do amor. daquele amor.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

meu herói


você sabe o que dizem sobre os heróis, certo? não? bem, eu explico. o que todos dizem é que cada herói possui um defeito que será sua ruína. eu tento não pensar nessa ruína como meu fim exatamente. mas tenho que admitir, não sou muito bom em bloquear pensamentos ruins.
e para cavar ainda mais fundo o meu buraco, tenho um milhão de defeitos. mas nenhuma ideia sobre qual seria o causador do meu incrível fiasco. pode ser o meu orgulho. os deuses sabem o quanto é difícil reconhecer um erro e voltar atrás. talvez eu irrite algum monstro realmente perigoso e ele me coma. simples assim.
pensando melhor, talvez minha lealdade seja tão forte que acabe se tornando algo ruim. sou capaz de ir até o tártaro se for para salvar aqueles que amo. talvez tanta lealdade desmedida seja a toa, no fim das contas.
mas sinceramente, acho a esperança irremediável meu real problema. quando ninguém mais acredita, eu estou lá. quando todos desistem, eu continuo brigando. quando não há mais nada pelo que lutar, eu encontro um outro caminho. isso vai acabar me matando um dia desses.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

thinking of you

end is always painful. at least for someone. I can see the end coming like somebody inside my head could scream: 'be strong, pain is almost there!'. but even with all the advice, is terrible. doesn't matter the time you spent with the person, never is enough.
I wish I could enjoy last moments better. for sure I would kiss, hug and say 'thank you' many times. but I can't. that's why end is always painful, we can never say good bye as we would like.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

insônia


me perdi pensando em você. por mais que eu tentasse adormecer, meus pensamentos iam de encontro a você todo momento.
contei carneiros, zebras, girafas e lhamas por horas a fio. o máximo que consegui foi relembrar seu medo de carneiros, seu gosto por estampas de zebras e o quanto acha girafas e lhamas animais esquisitos.
peguei meu livro preferido e tentei me perder em suas páginas. apenas me perdi nas lembranças do seu gosto e do seu corpo.
preparei um café quente, que apesar de toda a cafeína, sempre me acalmou. não dessa vez. acabei fazendo o seu preferido, com pouco leite e muito açúcar.
tomei um banho morno. horas depois, saí de lá com a consciência pesada e com lembranças fresquinhas.
quando finalmente me entreguei e adormeci, sonhei contigo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

dores ou amores?

e essa dor me é tão familiar! dá até gosto quando eu a encontro, parece que já tem um lugar gravado dentro de mim. é a sensação de braços atados, de angústia profunda e de meia felicidade. é, meia felicidade mesmo, como se o resto dela estivesse zanzando por ai, sem rumo.
é só ela se aproximar que sinto o peito acelerar, a garganta apertar e os olhos arderem. parece que tenho um radar! no menor vestígio dessa dor, meu coração se fecha de novo. só falta uma resposta para mim: chamo essa dor de amor ou de decepção? as duas sempre andaram de mãos dadas quando as vi.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

talvez.


talvez eu só queira um pouquinho mais de você pra mim. talvez tudo que eu precise seja um 'eu te amo' para alegrar meu dia. a certeza de que você lembrou de mim quando acordou. a felicidade de saber que você sorriu quando olhou pela janela e viu uma estrela brilhando solitária.
até porque, pensando bem, eu sou fácil de agradar. me escute falando sobre como o meu dia foi tedioso que eu te deixo reclamar do que quiser. me acorde com um elogio que sou sua pelo resto do mes. me faça rir que eu te faço massagem e carinho pelo resto da vida. me lembre do porque está comigo quando eu duvidar que te deixo ser o homem da minha vida. simples assim.