terça-feira, 6 de dezembro de 2011

'pitchutchuquinha


A questão é: eu amo você. E não é qualquer bobeira de adolescente ou brincadeira de criança.
Eu sonhei com o amor e quando acordei, você estava aqui. Me mostrando o quanto é bom se deixar cuidar e me relembrando o quanto é bom cuidar também. Preciso que saiba que pode contar comigo, que eu estou aqui (às vezes) mais por você do que por mim mesma. E que eu vejo em nós uma química difícil de explicar. Como se os opostos realmente se atraíssem. Como se essas relações pudessem ser cada vez mais fortes e duradouras. Essa é uma boa questão.

'há sempre a pequena chance de o impossível rolar'
Nando Reis

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

quem diria?


Antes mesmo de abrir os olhos, senti uma felicidade sem tamanhos. 9h, um afagar nos cabelos e um olhar penetrante. Você consegue imaginar um despertador melhor? Me desculpe, eu não.

'De repente, no meio de uma frase ou de um movimento, te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez'.'
Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

the night before birthday



E não eram borboletas no estômago ou friozinho na barriga. Como se eu tivesse consciência mesmo dormindo, era um suor frio. Desses ruins, desses de dar um aperto no peito. Desses de querer correr e não ter para onde ir.
Felizes os cinco segundos que se passaram depois que despertei. Os cinco segundos em que eu acreditei piamente que deveria continuar correndo e que mais hora menos hora a campainha iria tocar e tudo viraria normal, certo.
Mas você entenderia de primeira. Almas se reconhecem, certo? Se entendem. E uma mínima proximidade faria tudo desandar, correr de volta ao mar.


'Quando pensava em parar, o telefone tocou. Então uma voz que eu não ouvia há muito tempo, tanto tempo que quase não a reconheci (mas como poderia esquecê-la?),uma voz amorosa falou meu nome, uma voz quente repetiu que sentia uma saudade enorme, uma falta insuportável, e que queria voltar…'
Tati Bernardi

domingo, 23 de outubro de 2011

new memories




E é claro que viraria uma confusão sem tamanhos, digna de dramas mexicanos. Haveria corações partidos, reviravoltas de cinema, beijos apaixonados e reencontros arrebatadores. Mas não me entenda mal, essa é só a minha previsão. E quem sabe, a minha versão dos fatos.
Mas e se eu disser que não me importaria com toda a confusão criada, que eu até iria rir dela? Porque, para mim (não finja que não saiba), valeria a pena. Eu mandaria pelos ares toda a prudência e a educação. Eu amarraria o medo e o jogaria da cobertura daquele prédio, o de sempre. Me transformaria na sua versão preferida de mim, dentre tantas.
E eu não me contentaria com pouco. Teria que ser só você, pra mim, por todo o tempo já escrito no nosso destino. Seria adolescente, seria insano, seria intenso, seria eu. Mas cadê as cordas para eu amordaçar o seu medo?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

'o que faz você feliz





Ah, mas cadê o verão? Está na hora já, ok?
Que venha o sol, o calor, o mar e a areia. Os beijos com pés na água salgada. Os olhos semi-cerrados ao olhar a claridade mais pura. Os potes gigantes de açai divididos em dois. As bolas mal-calculadas certeiras. As fotos onde o cenário é mais importante que o protagonista. Os biquines amarelos suicidas. As chuvas no fim da tarde para acalmar o calor. Os mergulhos para limpar a mente. E a alma. Os pastéis com carne. Queijo. Presunto. Tomate. Frango. Ou o que você estiver com vontade na hora. O despertador tocando depois de duas horas de sono, só para não pegar filas. A hiperatividade naquela cadeira azul. As manhãs de corrida. E suor. E Jack Johnson. E emoção.
Porque eu quero tudo que eu posso ter, toda a felicidade do mundo condensada em alguns meses. Quero as memórias antigas, mas quero fazer novas. Para não querer esquecer nunca. Nem se eu quisesse. Já aconteceu antes, mas está na hora de repetir a dose.


'quero fim de ano, pés descalços na areia, a brisa do mar, fim de tarde tranquilo, música boa, sem relógio, despertador ou qualquer coisa que me mostre o tempo passando. quero sair de noite olhar pro céu e ver estrelas, ter tempo pra ver como a lua é bela, observar pessoas, rir, chorar, pensar, viver, cantar, sentir. preciso de um tempo, preciso me reencontrar em novos caminhos e preciso disso agora. porque não morri. porque é verão e eu quero ver, rever, transver, milver tudo que não vi.'

Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

até que dá saudade



Não me subestime. Nunca. Em nenhum momento.
Sei que essa carinha de boba engana, mas é só fachada. Tem um cérebro por trás. E um orgulho do tamanho de um bonde. Então não me venha com essa história de eu ter me enganado ou de não estar vendo as coisas direito. Tenho um olho clínico muito bom, obrigada. Tenho um bom conhecimento de campo também, modéstia a parte. E uma sensação de inconformidade que supera as expectativas.


Comece - ironicamente - seguindo o conselho de quem deixou de te amar. Cuide de você.
Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

comprometida



É que essa história de amar é complicada. Tem que ser constante. Um exercício diário de fazer o amor girar. Como se apaixonar todos os dias pela mesma pessoa. Fundamental.

'Muitas vezes recordamos o casamento anos depois, [...] e só conseguimos lembrar "as férias, as emergências" - os pontos altos e baixos. O resto se funde num tipo nebuloso de mesmice cotidiana. Mas o poeta afirma que é exatamente essa mesmice nebulosa que compõe o casamento. O casamento é essas duas mil conversas indistintas, durante dois mil desjejuns indistintos, nos quais a intimidade gira como uma roda lenta. Como medir o valor de ficar tão familiar para alguém, tão absolutamente conhecido e tão completamente presente que viramos uma necessidade quase invisível, como o ar?'

Elizabeth Gilbert

terça-feira, 27 de setembro de 2011

shower



Se eu tenho paixão pelo passado? Ah, mas como eu tenho! Tenho paixão pelos lugares, pelas pessoas, por tudo que foi vivido. Tenho paixão até pelos meus erros. Pelas palavras que me definiram o que sou hoje. Tenho paixão ao lembrar de cada sorriso, de cada dia, de cada beijo e de cada lágrima.
Mas pelo futuro, eu tenho é tesão! Tesão do que ainda está por vir, do que ainda virá. Vontade louca de abraçar todas as possibilidades da vida! De viver tudo que ainda há pra ser vivido, de tomar todas as chuvas e secar sob todos os sóis. De conhecer o mundo e quem sabe, descobrir uma nova casa.
Já pelo presente? Tenho é amor.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

'eu não vou parar



Mesmo naquela bizarra falta de comunicação, eu pude sentir o que seria ficar sem você. O mundo escureceu alguns tons e minhas mãos ficaram geladas e frias.
Realmente, não deve ser a toa. Entre todas essas discussões, pelo menos uma pontinha de amor deve haver. No meio desse orgulho desenfreado, deve ter uma vontade irresistível de se estar junto. A cada lágrima que eu sinto escorrer pelo meu rosto, uma oração sobre aos céus para que tudo volte ao normal. Ao NOSSO normal. Normal de tardes ensolaradas em uma casa fria. Ou de filmes pela metade. Ou quem sabe de caminhadas a lugar nenhum. Ou de surpresas na página inicial. Ou talvez do melhor pastel daqui. Ou de um colchão à beira do lago. Ou de colchões de ar no chão.
Ou de tudo isso e de muito mais que ainda está por vir. Por que eu sei que não é por acaso, que nada no mundo conspira a não ser pelo bem maior. O NOSSO bem maior.


'chegue bem perto de mim. me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. ou não diga nada, mas chegue mais perto. não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto.'
Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

nothing on you.



E nas entrelinhas de cada farpa que nós trocamos ao telefone, eu murmurava um ‘eu te amo’. A cada bobeira que você me dizia, eu tentava focar no padrão da minha colcha, só pra não explodir ali mesmo.

'dói muito, mas eu não vou parar. a minha não-desistência é o que de melhor posso oferecer a você e a mim neste momento. '
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 6 de setembro de 2011

wind



Não achei que seria assim, mas ansiava desesperadamente pela volta da nossa rotina. Foram longas semanas em que eu tentei, da melhor forma possível, me manter impassível. Tentei manter a paixão acesa no meio de tamanha ventania.
Quem diria, foi complicado e estressante. Mas quando a ficha caiu e o céu clareou, me vi olhando dentro dos seus olhos. E encarei a felicidade refletida ali. Como se eu pressentisse a vinda de bons ventos, tudo que eu mais queria era ficar ali naquele nosso mundinho. Mundinho que já pode voltar a fazer parte da nossa rotina de novo.

domingo, 4 de setembro de 2011

bons anos



Se eu tenho medo? Claro que tenho. Não achei que você, logo você, fosse me fazer essa pergunta. Você, que tanto me acompanha nessas curvas, que tanto já me segurou. Mas eu até que te entendo. Eu sempre me mostrei durona, não foi? Sempre contive as lágrimas e engoli os soluços. Aposto que nesses anos você nunca me viu chorar, certo? Claro que não. Sempre gostei de te proteger e para isso, endureci. Aos seus olhos, eu sempre fui assim. Sempre curta e grossa, prática e de poucas palavras.
Mas foi resultado de tantos momentos que você não faz ideia. E sim, eu tenho medo. Medo de que nada disso dê certo e que a gente volte ao ponto de partida. Medo de pensar demais no futuro e acabar se esquecendo de viver. Medo de te ver tomar as decisões erradas e não saber como ajudar. Medo de tantas coisas!
Só que eu abri mão da maioria desses medos. Abri mão de me preocupar tanto e de duvidar demais. Abri mão de contar os sorrisos. Abri mão de achar que lágrimas cairão. E grande parte disso, é culpa sua. Obrigada.


Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas.

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ah, o sorriso



Me deixa cuidar de você? Me deixa ser seu paraíso? Seu ponto de apoio? Na verdade, é algo perto de uma necessidade de te amparar, como você tem feito comigo. Não que eu tenha pedido, longe disso. Não que eu não fosse me recuperar sem você do meu lado, longe disso também. Só que é engraçado como esses caminhos da vida podem ser difíceis sem alguém do lado. E eu sei disso, ah meu bem, como eu sei. Então me deixe ser a mão que te segura, ok? Não aquela que te impede de correr; mas aquela que te puxa quando as pernas ficam cansadas.
Até porque, felicidade quem faz somos nós mesmos. Não pensando no futuro ou no passado, pensando no hoje, pensando no agora. Agora eu quero você, só você. Quero suas mãos quentes e sua risada contagiante. Quero deitar no seu abraço e sentir falta do seu calor. Quero ter a certeza de que te tenho aqui, mesmo quando não tenho. Quero poucas certezas nessa vida, uma delas é você.


'Ela deixou que a mão dele descesse até abaixo da cintura dela. E numa batida mais forte da percussão, num rodopio, girando juntos, ela pediu: -Deixa eu cuidar de você. Ele disse: -Deixo.'

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

uma rampa e algumas perguntas



De todas as respostas que eu imaginei que ela me daria, nenhuma delas realmente foi o que ela me disse. Ela conseguiu me surpreender.
Começou quando eu acabei de proferir o que tanto me incomodava e o que eu tanto queria saber. Ao invés dela simplesmente não responder ou não gostar da minha pergunta, ela respirou fundo e soltou o ar com força, como se aquela pergunta estivesse na sua cabeça há anos. Olhou para a janela e encarou os prédios lá fora por alguns segundos. Quando ela virou o seu olhar para mim, já não era a mesma. Era alguém que tinha pensado naquela resposta há anos também.
E ela me surpreendeu ainda mais quando abriu a boca. Não saíram desculpas ou tentativas de negar que ela fazia algo tão ruim assim. Ela concordou, aceitou o destino que estava ali há tanto tempo. Como se tivesse tido muitas noites em claro pensando naquilo. Como se ela já tivesse se martirizado o suficiente por uma vida toda. Como se ela tivesse decorado aquela resposta para si mesma.
E tamanho conformismo só pode me ser amor. Eu chamei de alma gêmea, mas pode nomear como quiser. É saber que não importa quanto tempo passe, ele vai estar lá dentro, te alimentando quanto menos se espera. Saber que dá para separar o que se sente, que tem coisas que estão em pedestais. Saber que, algumas vezes, pensar nos outros e não em você só vai te fazer sofrer. E saber que o “e se” vai ser constante, mas que você pode conviver com isso.
É, deve ser amor mesmo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

já sabe o resto.




E nessa tentativa de abrir mão de tudo, deixei escapar por entre os dedos eu mesma. Me vi medindo palavras, medindo ações, medindo sentimentos. Me vi na tentativa desesperada de te entender e de me fazer entender.
Mas ninguém nunca disse que seria fácil. Ninguém disse que seria fácil como um dia já foi. Ninguém disse que a sorte estaria ao meu lado de novo.
Depois desse tempo difícil, dessa tentativa de corresponder tamanha expectativa, é aqui que estou. No eterno e constante paradoxo de saber quando passou dos limites, quando toda a minha força de vontade não condiz com o que eu recebo de volta. E não estou recebendo muita coisa, nem uma resposta sequer.

domingo, 28 de agosto de 2011

ovo e bacon.



Sábios aqueles que entendem a tempo que o amor é a arte de abrir mão. Esqueça todas as teorias e se concentre nessa: não se apegar às coisas pode te salvar.
Porque é exatamente desse jeito que tem que ser. Os problemas começam quando a sua felicidade não se equipara à felicidade alheia. Desapegue dos seus planos, das suas filosofias, dos sentimentos antigos, do seu orgulho. Saiba que ver o amor sorrir pode ser ainda melhor que se ver sorrir. Saber que cedeu e abriu mão de alguma coisa que era importante só pela felicidade do outro é a maior prova que se pode esperar. Baixe a bola, ponha o ego na reserva e deixe o amor ser titular. É o melhor gol que se pode marcar.

domingo, 14 de agosto de 2011

dress.



Não conseguiria, nem que eu tentasse, me lembrar de quando eu me apaixonei por você. Sempre imaginei que seria algo tão surreal que anjos desceriam do céu tocando cornetas e anunciando um milagre. Mas claro que não foi assim. Muito longe disso, por sinal.
Foi em algum momento entre a preocupação com a minha recuperação e os planos para o feriado. Ou então, quando eu comecei a perceber que as lágrimas não são só sinais de fraqueza. Talvez tenha sido depois de passar três dias inteiros começando a acreditar no que tinha me dito um tempo atrás. Quem sabe tenha sido no meio de nossas muitas exibições de teimosia, entre uma tentativa ou outra de evitar brigas desnecessárias. Ou quando você me deixou falando sozinha e surgiu com o maior pote de pipoca que eu já vi. Talvez, quando me disse que eu surgi na hora certa. Ou quando me contou seus medos.
Realmente, eu não sei precisar. Só tenho certeza que foi a soma desses e de vários outros momentos. Só me faz ter certeza que foi na hora certa, no momento certo, com a pessoa certa.


'e que se dane o mundo, eu só quero você'

domingo, 17 de julho de 2011

super hero



Desenvolvi uma estranha necessidade de sua aprovação. Isso já havia acontecido uma vez, só que na época não me pareceu tão necessária assim. Sua bênção sobre minha felicidade não faria tanta diferença assim, como não fez, no fim das contas. Foi um tortuoso caminho, longos meses me vendo dividida entre o que eu achava e o que de fato era certo. E claro, escolhi o caminho errado.
Mas eu li algo que faz sentido. Acontecem coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo. Claro que a frase faz absurdo sentido para mim. Como gato escaldado tem medo de água fria, estou me certificando para que dessa vez esteja tudo do jeito que você sempre quis. Que dessa vez, eu possa acordar em pleno janeiro, me sentar naqueles banquinhos azuis de que tanto gosto e esticar minhas mãos embaixo da mesa. E que encontre com pernas que tanto estão me dando força hoje. E que eu possa olhar mais além e ver seus olhos daquele jeito que eu tanto gosto, como se uma corrente percorresse meu corpo e me fizesse ter certeza de que pensamos exatamente a mesma coisa.



'I'll be your little girl forever'

quinta-feira, 14 de julho de 2011

milagre.



Não serei hipócrita aqui a ponto de dizer que era infeliz antes de você surgir. Isso é óbvio. A minha vida seguia um fluxo confortável e conhecido, nada que ameaçasse essa maré calma. Eu tinha uma promessa de futuro estável, uma rotina habilmente preenchida com o que eu mais gosto e sem tempo para outras bobagens. E estava muito bem assim.
Lembro-me de dizer, alguns dias antes de nós acontecermos, que amor não estava nos meus planos para o momento, que não era o período ideal para isso. Mas desde quando nós escolhemos o que ainda está por vir? Você veio aos poucos, tomando forma na minha cabeça. Fui vendo quem estava por trás de toda aquela marra vista no primeiro momento. Contrariando o que eu achava norma, foi-se criando sentimento aos poucos. Não daquela forma arrebatadora que eu estava acostumada. Mas de um jeito calmo, como pedia o momento. Você foi ganhando espaço em cada semelhança descoberta, em cada sorriso meu que escapava de minha boca. Quando dei por mim, aqui estava você. Não ocupando mente, corpo e coração, como já aconteceu um dia. Mas de um jeito muito mais maduro e muito mais tranquilo. Está aqui lado ao lado, dividindo o peso do mundo com meus ombros, tornando a caminhada cada dia mais leve. Peso que hoje consigo carregar sozinha também, à propósito.

'say what you need to say'

segunda-feira, 11 de julho de 2011

cheddar, prato ou suiço?



Repassando esse dia quando deitei, cheguei à conclusão que não vou esquecer mesmo o sorriso que aquela senhora me deu.
Estávamos ali, eu e você, naquela típica discussão de casal. Entre idas e vindas, concessões e risadas, nos decidimos. Enquanto olhava a moça preparando nossa tão discutido pedido, uma voz pediu um agradinho. Quando olhei naquela direção, um sorriso e uma piscadinha, aquela de vó, me fez sorrir também. Um olhar de quem sabe das coisas, de quem vê muito mais do que o resto da humanidade.
E pensando agora, talvez ela saiba mesmo. Talvez ela consiga ver o futuro onde eu cheguei a duvidar que haveria. Quem sabe ela tenha visto que por trás daquela patética discussão sobre parmesão e barbecue tem uma chama de algo muito maior. Algo que começa como faísca e que não precisa ter fim. Algo que só olhos muito experientes podem ver. Mas naquela troca de olhares que durou alguns segundos e uma intimidade velada, eu pude ver também. Uma confissão de que nossos caminhos estão certos enquanto estiverem tão juntos. Abençoados por aquele sorriso e por aquela piscadela de vó.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

be my baby?



Querido amor, esse é um desabafo para você que tanto vem bagunçando o meu coreto e virando meus dias de cabeça para baixo. Por favor, por favor, entre em um acordo? Porque eu não sei muito bem o que você espera de mim e eu não tenho muita confiança para ir atrás das minhas respostas.
Tudo andava muito bem. Eu te guardei no fundo da última gaveta e, por mais que você desse uma voltinha de vez em quando, eu raramente tropeçava nas suas cores e odores. Disse ao mundo, disse a quem quisesse ouvir que você estava ali, embrulhado para presente, decorado com um milhão de tons vibrantes só me esperando reunir coragem pra te enviar para o outro lado do mundo. Porque vamos combinar, era lá que você deveria ficar. Deveria ficar esperando a minha raiva crescer e se tranformar numa passagem só de ida para longe de mim.
Mas não há razão nos caminhos do amor, certo? Tanto que eu ainda não achei nexo nenhum até hoje. Eu te dei um descanso, te tirei de campo, te coloquei de molho para que eu nunca mais precisasse fingir que sua presença era bem-vinda.
Até que você se cansou de ficar por lá. Não sei bem o porque, mas quando me dei conta, te vi correndo pelo meu quarto e me tirando para dançar, como se nunca tivesse ficado confinado naquela gaveta escura e umedecida. E hoje você está aqui, rodopiando em frente aos meus olhos dia e noite, me tirando o sono. Visto tudo isso e tudo o que você já me causou, aqui vai um apelo sincero: se mantenha onde está e nunca mais saia daqui, ok?


'I saw an angel'

domingo, 19 de junho de 2011

pra quê entender?

thor. e kaleo.


E aqui vai meu apelo de mulher para mulher: cuide bem dele.
Quando ele chorar, não tente interromper. Ouça o que ele disser e só o abrace. Ele provavelmente vai chorar ainda mais. Mas passa logo.
Por mais difícil que seja, nunca desista do arrepio. Demora, mas o olhar que ele vai te lançar vale qualquer sacrifício.
Quando forem ao cinema, esteja preparada para perder ao menos uma cena do filme. Mas eu garanto, nem o Jake vale tanto a pena assim.
Explore a curva suave entre o começo da nuca e o fim do cabelo. Costuma dar resultados.
Quando ele sorrir, olhe em seus olhos. Vão dar algumas piscadas e ficarão mais claros do que nunca. Não há nada mais sexy no mundo.
Compre cera quente. Ele grita como uma menininha.
Ache o lugar entre a clavícula e o peitoral que sua cabeça se encaixe. Você nunca mais vai querer sair dali.
Laterais finas e duplas fazem sucesso.
Tenha um cachorro que goste de canela. É como ver a felicidade pura na sua frente.
Tire pelo menos trinta e seis fotos com ele e você pode ter uma nova decoração para o seu quarto.
Esqueça o jeans. Malha é mais confortável.
Guarde dois terços do seu dia para os presentes. Valem mais do que imagina.
Nunca deixe de conferir se a lanterna do carro ficou acesa.
Aprenda a não fazer ações bruscas. Sensores de movimento te levam a sério.
Quando ele dormir, observe como as cores são mais fortes no centro do rosto. É angelical.
E se você chorar, pode esperar por um lenço. Ou um pano. Ou os lábios mesmo. Só cuide bem deles.

terça-feira, 14 de junho de 2011

quer mesmo saber?



Esta é a hora de pôr as cartas na mesa. Hora de dizer o que ficou subentendido. Hora de colocar as coisas em pratos limpos.
Sou louca por você desde a primeira vez que te vi. Desde que bati os olhos em você eu tive certeza que algo estranho aconteceu. E não me venha com esse papinho mequetrefe de que eu nunca disse isso antes. Disse muitas vezes, só que sem as palavras. Disse o que você não esperava ouvir. Disse desse jeito só meu.
Mas agora eu estou aqui, gritando para quem quiser ou precisar ouvir: EU SOU LOUCA POR VOCÊ. Por absolutamente tudo seu. Então não me venha com desculpas, elas não colam mais e eu não vou levar a culpa dessa vez sozinha. Porque se eu não soube falar, você também não soube ouvir. Mas ler você sabe, né? ;D


'se parecer estranho não dizer te amo também, foi porque no passado eu já disse tanto a alguém que não deu valor que me machucou demais, tentou levar a minha paz. agora não é tão fácil assim levar o sentimento em mim'

domingo, 29 de maio de 2011

summertime



E se algum dia eu me sentir triste de novo, fazer o favor de ler esse texto.
Que essa paz de espírito reine. Que a voz de vinte mil pessoas esteja comigo me dando força, como esteve. Que a inspiração e a vontade de ser feliz supere o medo do desconhecido. Que eu continue acreditando que o amor é a saída para tudo nesse vida. Que eu tenha a influência de alguém que é tão do bem quanto eu queria ser. Que eu me lembre sempre desse leveza e da emoção que foi estar presente num dos espetáculos mais bonitos que eu jamais presenciarei novamente.


'she's just waiting for the summertime when the weathers fine. and she could hitch a ride out of town and so far away. [...] but girl dont let your dreams be dreams. you know this living is not so hard as it seems, don't let your dreams be dreams'

quarta-feira, 25 de maio de 2011

to the sea.




Deixa eu te contar um segredo? Gosto disso tudo à minha volta. Cheguei a um patamar que nunca imaginei chegar: sou feliz assim.
Claro que eu te amo. Isso é óbvio e visível para todos, especialmente para mim. Você é o motivo de eu acreditar que há beleza no mundo, é minha carta marcada. É a certeza que ainda me resta, mesmo quando chego a duvidar do mundo.
Mas meu mundo está girando bem assim, desse meu jeitinho torto e capenga. Tenho diante de mim tudo o que sempre sonhei e é estupidez fechar os olhos para isso. Você é a cerejinha do meu bolo. O toque final. Mas é superficial. O que realmente me importa, pelo menos nesse momento, é o resto dos meus dias, com ou sem você.


'but you're still mine. do you remember?'

quinta-feira, 19 de maio de 2011

hm, okay. you.




Oi, estranho. Quero deixar nessa carta o que deu vontade de escrever hoje. E quem sabe um dia eu resolva te deixar ler, mas hoje não. Vou deixar livre de pressão e de promessas, para variar um pouco. Vou deixar apenas as palavras fluírem e darem forma ao que eu penso e sinto hoje. Não quero te assustar com a intensidade de sentimentos que carrego comigo, não só sobre você. Quero deixar provado aqui que um dia eu tive essa enxurrada de romantismo, contrariando o que todos dizem. Quero deixar esse texto para o futuro, para posteridade acreditar que algum dia eu me senti assim novamente.
Me lembro como se fosse hoje do dia que ouvi falar de você. A definição que eu ouvi? Uma tempestade de elogios. E eu não acreditei, talvez fosse só uma tentativa de se livrar de um problema. De mera expectadora da conversa, eu passei a personagem principal. E quem disse que eu levei à sério?
De alguma forma estranha e que ainda não sei explicar, só fui acreditar quando eu cruzei a soleira da sua porta. Desse jeito incomum mesmo, de sopetão. Num segundo você passou de coadjuvante à estrela da minha noite, dono da cozinha que eu quase destrui. Acreditei no instante em que você ergueu os olhos da tela e olhou para mim. Grandes olhos verdes, iguais aos da sua irmã. Iguais aos da sua mãe.
E se eu achei essa noite estranha, não se compara ao dia seguinte. Você passou de alguém que ouvi falar a alguém que eu deveria reencontrar. Não sei como, não sei porque, mas aconteceu. Me vi contando que te veria de novo, me ouvi falando sobre você.
A sorte estava ao meu lado como há muito não ficava. Te vi ali, uma confusão loira no meio da pista. Um reencontro há muito esperado. Acabei falando o que não devia. Ou pensando hoje, falei o que melhor eu poderia ter pensado na hora. Como se alguém tivesse dado um empurrão em que já estava ladeira abaixo. Um começo com gostinho de meio, de conhecido há tempos. Com gostinho de 'ela arranja alguém por ai'. Com um gostinho de inesperado, com uma pontinha de reconhecimento.
Foram longos dias depois daquela noite. Horas e horas de ansiedade. De me pegar pensando se tudo o que havia acontecido seria imaginação novamente. E em um feliz dia, eu pude ter certeza que não era coisa minha, que não era supervalorização.
Revi alguns conceitos nesses meses. Redescobri a mágica que é conhecer a fundo uma pessoa. Me acostumei a ter alguém para contar. Engraçado como você foi presente mesmo quando estava ausente. Como seu sorriso veio à minha mente quando tudo saiu de foco. Como você vem me dando esperança mesmo quando não faz ideia disso.
Precisava pôr tudo isso em palavras para não esquecer, como fiz com tantos sonhos que tive contigo. Espero que um dia esse texto esteja debaixo daquele cupcake que eu pensei em te comprar, mas tive medo. Que esse texto seja tão realidade para nós como é para mim hoje. Que esse texto seja legenda daquela foto que há tempos pensei em tirar, mas que encaixaria melhor se fosse com você. Aquela que, depois de uma corrida breve, eu encontraria esse abraço quente, do meu número; aquela que contraria o que dizem sobre opostos. Que esse texto seja só um começo, dos muitos que teremos.


'Love is the answer at least for most of the questions in my heart [...] I'll tell you one thing, it's always better when we're together'

terça-feira, 10 de maio de 2011

fim do túnel.



Mudei meu desejo quanto a você. Hoje rezo para que continue exatamente como tudo está, desse jeitinho assim.
E tenho essa vontade não por confiar no que possuo agora. Longe disso. O que tenho hoje não é nada, é ilusão, é paixão.
Tenho essa vontade porque me conformei. Me conformei que se assim ainda não é o melhor, vai ser. Me conformei que a minha certeza, aquela aqui dentro, é muito maior do que eu poderia lhe mostrar. Me conformei que a forma mais pura e bonita de amor é aquela que se mantém dentro de nós mesmos, aquela que se volta para você próprio. Me conformei que quem sabe a verdade não precisa provar nada a ninguém. Acima disso tudo, é melhor não confiar no meu contentamento.


'se tudo o que eu fiz não foi nada, se o que eu te disser não servir pra mudar saiba que não existe nada que eu não tenha feito por você. já cansei de sair, já cansei de tentar mas eu não vou dizer não se você voltar'

segunda-feira, 2 de maio de 2011

adoro amarelo.



Só se sente o peso quando há a falta dele. Só se percebe o quão pesado é o mundo quando ele não está mais em suas costas.
E esse peso, naquelas horas, se foi. Não me recordava do friozinho na barriga, do relógio que parecia andar para trás. Também não me lembrava de tamanha preocupação ou paranóia com a opinião alheia. Nem do medo de dar errado, do cruzar e descruzar de pernas constante, da mexida impaciente no cabelo.
Então você veio. Você e sua luz. Seu humor. Suas mãos quentes nas minhas. Seus olhos feitos para se devorar. Sua fome. Sua vidência sobre cores. Seus braços para se aconchegar. Suas histórias na medida para minha curiosidade.
O mundo não parece tão pesado agora.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

só um erro.

Gostei da sua cara de espanto quando eu disse que escrevia. Como se escrever estivesse completamente fora do meu mundo. Como se escrever me fizesse uma pessoa estranha, me fizesse diferente. Mas o ainda mais estranho foi o fato de eu ter gostado. Ou adorado. Porque, no meio de pessoas iguais e constantes, eu gosto de ser a incógnita. Gosto de ser a surpresa. Gosto da expressão de choque que causo às vezes.
Engraçado também como me surpreendo com você. Como se não houvesse a quem agradar, como se o mundo tivesse que se adequar a tanta sinceridade e a tanta falta sutileza. E é por isso que é bom. Porque você se destaca. Você se faz diferente. E essas nuances tão pequenas duram muito mais do que a cara de espanto que você me fez.

that's what I can do if I'm not drunk. don't try to make me write more.

terça-feira, 19 de abril de 2011

qual camisa joga bola até na chuva?




Sempre achei que saberia quando chegasse a hora de partir. De me libertar de você e de todo o passado. Achei que seria uma espécie de ritual de passagem, que eu sentiria uma parte importante e fundamental de mim escapando por entre meus dedos. Cheguei a esperar uma dor insuportável, só para depois descobrir que renascera, mais forte e sem você. Achei que saberia que havia chegado o momento quando parasse de escrever sobre você. Seria o desfecho perfeito, começar e terminar por ti. Você sabe que estar em minhas palavras é como estar em minha cabeça e em meu coração; nada mais justo que não estivesse também nesse meu caderninho velho.
Mas se surpreendi. Não senti nenhuma diferença palpável, só a esmagadora sensação de ter certeza de algo. E aconteceu em um dos piores dias que eu tenho notícia. No meio à euforia e à vontade de vencer, veio a dor. Dor esmagadora, que fez com o que eu senti por você fosse fichinha. Vi meus sonhos e minhas certezas escaparem ao mesmo tempo que as lágrimas escorriam. Observei pessoas indo e vindo, entrando e saindo do meu campo de visão embaçado e disforme.
E tudo o que eu mais queria naquele momento não era você! Não era em seu colo que eu queria estar com a cabeça. Não era a sua mão que eu queria apertar quando a dor se tornava demais para mim. Não era da sua boca que eu quis ouvir que tudo ia ficar bem.
Foi assim que eu descobri. E quem diria, alguém já havia me dito que seria assim e eu não quis acreditar. Agora eu sei. ..


'I wish I could be with you now'

terça-feira, 12 de abril de 2011

legados.

Acredito que as pessoas deixam os seus legados por ai. Tenho certeza que deixei o meu espalhado por muita gente. Fiz algumas pessoas acreditarem, outras desacreditarem. Fiz pessoas felizes por anos. E outras, por um momento de distração apenas. Tenho certeza absoluta que fiz o meu melhor a seu respeito. Pela primeira vez, em anos, eu não sinto culpa por não ter dado certo. Fiz o que deu na telha, amei e me deixei levar. Esqueci o que eu havia dito a mim mesma e aos outros, esqueci as promessas. Fingi não ouvir o que tanto me machucava e fingi não ver um palmo a minha frente. E você também deixou o seu legado em mim. Me fez muito feliz, admito. Mas isso outros farão também. Já tem gente fazendo. Só que você deixou uma coisa ainda mais forte e ainda mais duradoura do que as lembranças do nosso amor: deixou uma bela de uma cicatriz. E como aquela marca no joelho me lembra o muay thai, essa cicatriz vai me lembrar você para sempre. Mas não vai lembrar o amor que eu senti tão forte e tão próximo de mim. Vai lembrar aquela sensação ruim que eu aprendi a ignorar.

terça-feira, 29 de março de 2011

say I do.


Deveria ter pego aquele anel enquanto eu tive chance. Deveria ter te prendido entre minhas mãos como eu costumava fazer e ter te beijado até que você se esquecesse do mundo ao seu redor. Deveria ter ignorado seus apelos insistentes e ter mantido meus movimentos.
Mas acima de tudo, deveria ter seguido meu coração. Quando eu te perguntei se eu o teria em breve, você disse que sim, logo eu seguraria o anel entre meus dedos de novo. E eu acreditei. Afrouxei a mão lentamente e lhe devolvi o que te pertencia. Talvez se eu tivesse deixado as lágrimas rolarem de uma vez, eu saberia. Porque naquele momento eu não quis acreditar, mas aquele anel jamais voltaria a ser meu.


'this ring represents my heart'

domingo, 20 de março de 2011

oth.


Incrível como minha vida virou de cabeça para baixo de uns tempos pra cá. E incrível como eu vivo nesse paradoxo gigante que ela acabou se tornando. Não me lembro exatamente de quando isso aconteceu. Pode ser que tenha sido quando eu te conheci. Deus sabe o quanto isso mexeu com tudo que eu sabia e acreditava. Talvez tenha sido quando você me deixou. Meu sorriso se perdeu e eu soube que aquilo seria um divisor de águas. Pode ser que tenha sido quando eu percebi que vivia muito bem sem seu amor. Ou então, foi quando eu entendi o que isso significaria para mim. E pensando agora, todas as causas teriam a ver com você. Por mais difícil que seja admitir, eu só tenho certeza disso: você mudou a minha vida de maneiras inimagináveis e inigualáveis. Só não sei até que ponto é algo saudável.
Às vezes eu penso que você não sabe a dimensão do que eu sinto. Talvez não entenda porque eu preciso tanto te ver quando tenho várias pessoas a meu redor que dariam tudo para estar no seu lugar. E cá entre nós, se soubesse e respeitasse meu amor, me provaria que o merece. As palavras, à essa altura, já se foram.

'- Que tal outro modo de mostrar? Eu não estou te afastando (...). Eu quero ficar com você até o fim da vida, mas eu preciso que você me precise de volta.'

domingo, 13 de março de 2011

surf.


Observei absorta os seus movimentos. Como se estivesse numa dança coreografa e ensaiada. As tesouras dançavam ao meu redor e eu via pedaços caindo. Pedaços que eu julgava partes de mim. Mas não eram tão importantes assim.
E quando eu olhei pro chão ao meu redor, vi as partes de mim a partir de meus olhos turvos e embaçados. Doeu. Doeu horrores. Não me reconheci quando olhei pela primeira vez. O vácuo era esmagador.
Mas bastaram alguns momentos para eu perceber que eram partes supérfluas, partes facilmente preenchidas. Partes que crescerão de novo.


'Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos'

quinta-feira, 10 de março de 2011

...


'and the more you care, the more you have to lose'
pela primeira vez em anos, não consegui escrever. quem sabe um dia eu consiga olhar pra hoje e não sentir essa dor.

não mata, não engorda, mas faz mal.

E pela primeira vez em muito, muito tempo, me faltaram palavras naquela hora. Perdi o controle, baixei a guarda, rompi o escudo. E como se essa perda você também pudesse sentir, vi nossos olhares se cruzarem. Como se o som do nosso encontro fosse palpável, você também ouviu. Você, como já havia acontecido antes, sentiu a ligação pulsar mais uma única vez. Você também perdeu o controle, eu sei. E te vi largar o que segurava.
Não pude lidar com aquilo de maneira digna. Percebi as lágrimas se formando e o coração começando a doer. Daria tudo para que aquele olhar, aquele de tantos meses atrás, fosse o último. Para que aquela noite fosse a última notícia que teria de você. Não estava preparada pra o que aconteceu depois. Não estava preparada para a vida sem escudos, ainda que por só um instante.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

'eu não quero que você esqueça


E outro tabu me caiu. Tudo o que eu sabia sobre felicidade estava errado.
Esse tipo que sinto agora é de dentro pra fora É todo o meu orgulho, minha realização, minha paixão falando mais alto. É a certeza de ter um lugar ao sol, um novo lar.
E aquele outro tipo é o mais puro que já conheci, o mais singelo. É felicidade de fora para dentro, como se para ser feliz fosse preciso fazer alguém sorrir. É uma troca de energia que mantém seu coração pulsando, que te dá vida.
Por isso dói.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

wind.


Meu amor está espalhado por ai. Em cada romance, cada troca de olhares no metrô, cada paixão de verão.
E se o término é definido pelo fim do amor, talvez nenhum tenha acabado de verdade. Porque seja lá ou aqui, meu amor está por ai.
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'se eu te encontrar não me pergunte como eu tô. não saberia te explicar. pra mim ainda não terminou. pra terminar, dizer que o amor chegou ao fim. esqueça de me perguntar se ainda há amor em mim'

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

trote não é legal?


Me lembro de ter esperado esse dia há anos. Sonhava com o momento que estufaria o peito e diria com orgulho tudo o que ficou guardado por todo esse tempo. Imaginava o que diria às pessoas que me encarariam nas ruas e o que responderia à quem perguntasse sobre tamanha humilhação.
Mas absolutamente nada nesse mundo me preparou para o tão esperado dia. Mesmo com cola, tinta, pó de café, vinagre, farofa, ovo, glitter, sardinha, óleo, talco e confete, foi o melhor que poderia ter acontecido. E hoje eu posso estufar o peito e gritar bem alto que sim, eu passei.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

realismo.


Já cansei de ler textos falando que seu verdadeiro amor não vai te fazer chorar. A verdade é que todos vão te fazer chorar, vão te fazer sofrer. O seu amor, por mais que não pareça, também é humano. Portanto, passível de erros. A diferença entre ele e o resto é que serão as mãos dele a enxugar suas lágrimas. E mesmo quando ele fizer tudo de errado, é dele que você vai sentir falta. E é ele que você vai querer por perto.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

surpresa!


Ela não se conformava com o que alguém lhe disse um dia. Lhe disse que gostava dela. Assim, com todas as letras. Sem a menor margem para dúvidas ou subentendidos. Disse assim de sopetão e tudo o que ela pode fazer - como sempre - foi encará-lo. E sentir toda a vermelhidão característica dessas situações tomar conta de seu rosto. Sabia que se não fizesse algo, logo o seu pescoço e colo também estariam vermelhos. Mas o susto a paralisou. Nenhuma das palavras que lhe vinham à mente faziam algum sentido. Sentiu a sua boca abrir e fechar algumas vezes e não tinha nada que pudesse fazer quanto a isso.
Um monte de garotas daria tudo para estar no seu lugar. Ela sabia disso e esse fato só tornava a situação ainda pior. Se lembrava de alguém ter dito, tempos atrás, que ela não sabia a sorte que havia tido em encontrar um bom partido que gostasse tanto dela. Mas parecia que só ela não se empolgava tanto com esse interesse repentino. Achara muito estranho, desde o começo. Mas essa revelação bombástica a tinha pego em total desvantagem, ninguém a havia preparado para um momento como esse.
Foi então que os últimos três meses passaram pela sua mente. Não poderia negar, ele era um bom rapaz, tinha feito tudo que ela queria. Agiu com cavalheirismo e romantismo por todo esse tempo. Tinha uma conversa gostosa, apesar de parecer não se importar com os silêncios constrangedores que tanto a incomodavam. O seu sorriso era acolhedor e já havia falado sobre ela até para seus pais, sem mencionar os amigos que a adoravam. Tinha um futuro promissor e um emprego estável. Mas tudo o que ela sentiu naquele momento foi pena. Uma dó inigualável, um aperto no peito tão forte que tudo que ela queria era consolá-lo. Porque cá entre nós, ele só poderia ter algum sério problema. Três meses se vendo uma vez por semana não eram o suficiente para conhecê-la. Logo ela, das mil e uma facetas. Ela, que mudava de humor como mudava de roupas (ou ainda mais frequentemente). Ela, que só não tomava mais café porque não tinha uma cafeteria em casa. Ela, que jurava que em todos esses anos, quase ninguém a tinha conhecido (ou mais raramente ainda, entendido). Então como ele, em apenas três meses, poderia saber de alguma coisa? Como poderia saber o que ela realmente achava, realmente sentia, de que forma via o mundo? Ninguém poderia gostar dela sem saber das suas convicções, das suas manias, dos seus medos e amores.
E contrariando o que manda a etiqueta ou o que diriam as outras pessoas (não suas amigas), disse obrigada, virou as costas e foi para casa.
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'porque arranjar homem é fácil, difícil é se livrar deles' elas sz

carma.


E essa história de amor não tem nada a ver com merecimento. Ser uma boa menina, no fim das contas, não te ajuda em nada. Vivas aos traidores, mal amados e insensíveis que hoje podem se vangloriar com a certeza do amor. Essa coisa de amor talvez tenha a ver com carma. Aqui se faz, aqui se paga. O que você fez de errado volta pra te perseguir.
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Não combina com o estado de espírito, mas texto é texto.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

beé


Admiro o que você sente por mim. Mesmo depois de tudo o que eu fiz e de tudo o que eu faço, você ainda está aqui. Talvez seja a única pessoa que esteja aqui, sabendo o jeito que eu sou.
Às vezes até me pergunto do por que de tudo isso. Do por que você gostar tanto assim de mim. Porque cá entre nós, eu não sou exatamente a melhor pessoa do mundo. Ou melhor, não chego nem perto disso. Não sou a mais bonita dentre as mulheres que você tem nem sou a mais simpática. Sou um poço de grosseria! Não tenho paciência para dramas e não gosto de sorvete. Meu senso de humor é duvidável e não entendo indiretas. Morro de medo de palhaços e sou extremamente orgulhosa. O orgulho, aliás, é o que me afasta de você. Aquela sensação de que tentar de novo seria algo fadado ao fracasso. Não conheço nem metade dos lugares que você conhece e talvez não chegue a conhecê-los. Ou então, talvez eu rode o mundo e acabe ficando do outro lado do oceano, como sempre ameacei fazer.
Você, que sabe o quão dedicada, estúpida e amorosa eu posso ser. Você, que ouve insistentemente cada loucura e cada ideia maluca que eu tenho. Você, que nunca desistiu do que eu poderia ser. Você, que viu o que a maioria das pessoas não consegue ver: alguém melhor. Alguém que por trás de toda a brutalidade e de todas as cores, vive no preto e branco. Alguém que não quer nada além de uma casa na praia e alguém para se contar piadas ruins. Alguém que tem preguiça de se arrumar, alguém que cortaria o cabelo curtinho só pra poupar trabalho. Alguém que dorme mais que o necessário mas que viraria a noite apenas para continuar uma conversa. Alguém que sorri com a boca, com os olhos e com o coração. Alguém que está na tentativa incessante de te entender. Meu desafio particular.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

tributo ao rio de janeiro.


Talvez daqui a um tempo, eu sinta sua falta. Mas hoje não. Eu acabei me acostumando à tua ausência. Não queria, mas me acostumei. Tudo que sinto hoje é uma dorzinha aqui no peito, um comichão que chega até a fazer cócegas.
Quem sabe um dia, quando eu te reencontrar, teu sorriso ainda faça minhas pernas bambearem como da primeira vez. Ou como da segunda. Ou como da terceira. Guardei tua imagem a sete chaves aqui dentro do meu peito. Nunca vai deixar de existir, eu só me acostumei à paixão.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

hope.


E na minha tentativa desesperada de analisar tudo e todos, eu me perdi. Me vi no meio de uma tempestade de sentimentos e olhares que eu nem lembrava que existiam. Acabei presa numa enxurrada de palavras e frases feitas, mas nenhuma ação de fato. Perdi minha capacidade de ler os pensamentos e de prever ações. Fui me tornando cada vez mais isolada da bússula perfeitamente alinhada que eu tinha no lugar que antes havia um coração descalibrado. Passei a lamentar a troca de uma solidão certeira por um amor inconstante.
E sabe para onde essa mania de analisar tudo me levou? Me levou até você. Até o ponto chave de toda essa confusão e de toda essa bagunça que se tornou meu peito. Me levou a achar que talvez, bem lá no fundo, a vida não fosse tão complexa assim. Mas por incrível que pareça, você é ainda mais inconstante que eu. E é uma pena que tudo tenha chegado a esse ponto.


If you don't understand my silence, how will you understand my words?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

livros e textos.


Pensando bem, quero minha casa de novo. Chega de conhecer lugares, pessoas e sentimentos. Quero o meu dia a dia paupável, minha rotina que tanto me entedia mas que tanto me traz paz. Chega de achar que a felicidade está longe daqui. Quero voltar a ver o mundo como meu, independente da onde eu estiver.
Sinto falta dos meus amores de sempre. Sem essa de se descobrir, de se achar, de tentar se ver no outro. Quero aqueles que me conhecem e aqueles que eu conheço. Aqueles que sabem me ver do jeito que é tão próprio e que já sou acostumada. E quanto aos sorrisos de nascer do sol, quero aqueles que me aquecem! Aqueles que me trazem um sentimento de nostalgia e de aperto no coração. E um aperto no coração de puro amor, não de medo. Ou pior, de insegurança. Quero quem me ama! Mas quem me ama e sabe o porquê.



'então coloque um ponto final nisso logo, ué. e descubra se depois disso começa outro parágrafo, ou se já acabou o texto.' sz

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

'eu sei, você nem liga pra essas coisas'


pensei em mil formas de fazer isso. queria que fosse algo inesquecível para você. me lembro de diversas conversas que nós tivemos, sempre na descontração. mas chegou um dia que eu quis que não fosse mais tão descontraído assim, que fosse algo ainda mais sério.
pensei naqueles velhos clichês que vimos em tantos filmes. um anel escondido no seu iogurte matinal. um buquê de rosas. até cogitei contratar aqueles aviões e passar uma faixa em frente à sua casa. pensei em um recado na secretária. ou então, te levar para jantar.
mas pensando com mais calma, percebi que você não é assim. você não se importaria se fosse em casa, na rua ou no banho. mesmo assim, te trouxe aqui, na nossa cidade. te trouxe aqui, nas nossas pedras, de frente para o mar. te trouxe aqui para dizer que não há ninguém como você. que eu desisti de tentar ser feliz longe de você. que você é a mulher que vem me fazendo melhor, dia após dia. por tudo isso e pela certeza que eu te amo, casa comigo?

'então case-se comigo numa noite de luar. ou na manhã de um domingo a beira mar. diga sim pra mim'