terça-feira, 25 de janeiro de 2011

beé


Admiro o que você sente por mim. Mesmo depois de tudo o que eu fiz e de tudo o que eu faço, você ainda está aqui. Talvez seja a única pessoa que esteja aqui, sabendo o jeito que eu sou.
Às vezes até me pergunto do por que de tudo isso. Do por que você gostar tanto assim de mim. Porque cá entre nós, eu não sou exatamente a melhor pessoa do mundo. Ou melhor, não chego nem perto disso. Não sou a mais bonita dentre as mulheres que você tem nem sou a mais simpática. Sou um poço de grosseria! Não tenho paciência para dramas e não gosto de sorvete. Meu senso de humor é duvidável e não entendo indiretas. Morro de medo de palhaços e sou extremamente orgulhosa. O orgulho, aliás, é o que me afasta de você. Aquela sensação de que tentar de novo seria algo fadado ao fracasso. Não conheço nem metade dos lugares que você conhece e talvez não chegue a conhecê-los. Ou então, talvez eu rode o mundo e acabe ficando do outro lado do oceano, como sempre ameacei fazer.
Você, que sabe o quão dedicada, estúpida e amorosa eu posso ser. Você, que ouve insistentemente cada loucura e cada ideia maluca que eu tenho. Você, que nunca desistiu do que eu poderia ser. Você, que viu o que a maioria das pessoas não consegue ver: alguém melhor. Alguém que por trás de toda a brutalidade e de todas as cores, vive no preto e branco. Alguém que não quer nada além de uma casa na praia e alguém para se contar piadas ruins. Alguém que tem preguiça de se arrumar, alguém que cortaria o cabelo curtinho só pra poupar trabalho. Alguém que dorme mais que o necessário mas que viraria a noite apenas para continuar uma conversa. Alguém que sorri com a boca, com os olhos e com o coração. Alguém que está na tentativa incessante de te entender. Meu desafio particular.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

tributo ao rio de janeiro.


Talvez daqui a um tempo, eu sinta sua falta. Mas hoje não. Eu acabei me acostumando à tua ausência. Não queria, mas me acostumei. Tudo que sinto hoje é uma dorzinha aqui no peito, um comichão que chega até a fazer cócegas.
Quem sabe um dia, quando eu te reencontrar, teu sorriso ainda faça minhas pernas bambearem como da primeira vez. Ou como da segunda. Ou como da terceira. Guardei tua imagem a sete chaves aqui dentro do meu peito. Nunca vai deixar de existir, eu só me acostumei à paixão.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

hope.


E na minha tentativa desesperada de analisar tudo e todos, eu me perdi. Me vi no meio de uma tempestade de sentimentos e olhares que eu nem lembrava que existiam. Acabei presa numa enxurrada de palavras e frases feitas, mas nenhuma ação de fato. Perdi minha capacidade de ler os pensamentos e de prever ações. Fui me tornando cada vez mais isolada da bússula perfeitamente alinhada que eu tinha no lugar que antes havia um coração descalibrado. Passei a lamentar a troca de uma solidão certeira por um amor inconstante.
E sabe para onde essa mania de analisar tudo me levou? Me levou até você. Até o ponto chave de toda essa confusão e de toda essa bagunça que se tornou meu peito. Me levou a achar que talvez, bem lá no fundo, a vida não fosse tão complexa assim. Mas por incrível que pareça, você é ainda mais inconstante que eu. E é uma pena que tudo tenha chegado a esse ponto.


If you don't understand my silence, how will you understand my words?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

livros e textos.


Pensando bem, quero minha casa de novo. Chega de conhecer lugares, pessoas e sentimentos. Quero o meu dia a dia paupável, minha rotina que tanto me entedia mas que tanto me traz paz. Chega de achar que a felicidade está longe daqui. Quero voltar a ver o mundo como meu, independente da onde eu estiver.
Sinto falta dos meus amores de sempre. Sem essa de se descobrir, de se achar, de tentar se ver no outro. Quero aqueles que me conhecem e aqueles que eu conheço. Aqueles que sabem me ver do jeito que é tão próprio e que já sou acostumada. E quanto aos sorrisos de nascer do sol, quero aqueles que me aquecem! Aqueles que me trazem um sentimento de nostalgia e de aperto no coração. E um aperto no coração de puro amor, não de medo. Ou pior, de insegurança. Quero quem me ama! Mas quem me ama e sabe o porquê.



'então coloque um ponto final nisso logo, ué. e descubra se depois disso começa outro parágrafo, ou se já acabou o texto.' sz

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

'eu sei, você nem liga pra essas coisas'


pensei em mil formas de fazer isso. queria que fosse algo inesquecível para você. me lembro de diversas conversas que nós tivemos, sempre na descontração. mas chegou um dia que eu quis que não fosse mais tão descontraído assim, que fosse algo ainda mais sério.
pensei naqueles velhos clichês que vimos em tantos filmes. um anel escondido no seu iogurte matinal. um buquê de rosas. até cogitei contratar aqueles aviões e passar uma faixa em frente à sua casa. pensei em um recado na secretária. ou então, te levar para jantar.
mas pensando com mais calma, percebi que você não é assim. você não se importaria se fosse em casa, na rua ou no banho. mesmo assim, te trouxe aqui, na nossa cidade. te trouxe aqui, nas nossas pedras, de frente para o mar. te trouxe aqui para dizer que não há ninguém como você. que eu desisti de tentar ser feliz longe de você. que você é a mulher que vem me fazendo melhor, dia após dia. por tudo isso e pela certeza que eu te amo, casa comigo?

'então case-se comigo numa noite de luar. ou na manhã de um domingo a beira mar. diga sim pra mim'