terça-feira, 27 de setembro de 2011

shower



Se eu tenho paixão pelo passado? Ah, mas como eu tenho! Tenho paixão pelos lugares, pelas pessoas, por tudo que foi vivido. Tenho paixão até pelos meus erros. Pelas palavras que me definiram o que sou hoje. Tenho paixão ao lembrar de cada sorriso, de cada dia, de cada beijo e de cada lágrima.
Mas pelo futuro, eu tenho é tesão! Tesão do que ainda está por vir, do que ainda virá. Vontade louca de abraçar todas as possibilidades da vida! De viver tudo que ainda há pra ser vivido, de tomar todas as chuvas e secar sob todos os sóis. De conhecer o mundo e quem sabe, descobrir uma nova casa.
Já pelo presente? Tenho é amor.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

'eu não vou parar



Mesmo naquela bizarra falta de comunicação, eu pude sentir o que seria ficar sem você. O mundo escureceu alguns tons e minhas mãos ficaram geladas e frias.
Realmente, não deve ser a toa. Entre todas essas discussões, pelo menos uma pontinha de amor deve haver. No meio desse orgulho desenfreado, deve ter uma vontade irresistível de se estar junto. A cada lágrima que eu sinto escorrer pelo meu rosto, uma oração sobre aos céus para que tudo volte ao normal. Ao NOSSO normal. Normal de tardes ensolaradas em uma casa fria. Ou de filmes pela metade. Ou quem sabe de caminhadas a lugar nenhum. Ou de surpresas na página inicial. Ou talvez do melhor pastel daqui. Ou de um colchão à beira do lago. Ou de colchões de ar no chão.
Ou de tudo isso e de muito mais que ainda está por vir. Por que eu sei que não é por acaso, que nada no mundo conspira a não ser pelo bem maior. O NOSSO bem maior.


'chegue bem perto de mim. me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. ou não diga nada, mas chegue mais perto. não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto.'
Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

nothing on you.



E nas entrelinhas de cada farpa que nós trocamos ao telefone, eu murmurava um ‘eu te amo’. A cada bobeira que você me dizia, eu tentava focar no padrão da minha colcha, só pra não explodir ali mesmo.

'dói muito, mas eu não vou parar. a minha não-desistência é o que de melhor posso oferecer a você e a mim neste momento. '
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 6 de setembro de 2011

wind



Não achei que seria assim, mas ansiava desesperadamente pela volta da nossa rotina. Foram longas semanas em que eu tentei, da melhor forma possível, me manter impassível. Tentei manter a paixão acesa no meio de tamanha ventania.
Quem diria, foi complicado e estressante. Mas quando a ficha caiu e o céu clareou, me vi olhando dentro dos seus olhos. E encarei a felicidade refletida ali. Como se eu pressentisse a vinda de bons ventos, tudo que eu mais queria era ficar ali naquele nosso mundinho. Mundinho que já pode voltar a fazer parte da nossa rotina de novo.

domingo, 4 de setembro de 2011

bons anos



Se eu tenho medo? Claro que tenho. Não achei que você, logo você, fosse me fazer essa pergunta. Você, que tanto me acompanha nessas curvas, que tanto já me segurou. Mas eu até que te entendo. Eu sempre me mostrei durona, não foi? Sempre contive as lágrimas e engoli os soluços. Aposto que nesses anos você nunca me viu chorar, certo? Claro que não. Sempre gostei de te proteger e para isso, endureci. Aos seus olhos, eu sempre fui assim. Sempre curta e grossa, prática e de poucas palavras.
Mas foi resultado de tantos momentos que você não faz ideia. E sim, eu tenho medo. Medo de que nada disso dê certo e que a gente volte ao ponto de partida. Medo de pensar demais no futuro e acabar se esquecendo de viver. Medo de te ver tomar as decisões erradas e não saber como ajudar. Medo de tantas coisas!
Só que eu abri mão da maioria desses medos. Abri mão de me preocupar tanto e de duvidar demais. Abri mão de contar os sorrisos. Abri mão de achar que lágrimas cairão. E grande parte disso, é culpa sua. Obrigada.


Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas.

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ah, o sorriso



Me deixa cuidar de você? Me deixa ser seu paraíso? Seu ponto de apoio? Na verdade, é algo perto de uma necessidade de te amparar, como você tem feito comigo. Não que eu tenha pedido, longe disso. Não que eu não fosse me recuperar sem você do meu lado, longe disso também. Só que é engraçado como esses caminhos da vida podem ser difíceis sem alguém do lado. E eu sei disso, ah meu bem, como eu sei. Então me deixe ser a mão que te segura, ok? Não aquela que te impede de correr; mas aquela que te puxa quando as pernas ficam cansadas.
Até porque, felicidade quem faz somos nós mesmos. Não pensando no futuro ou no passado, pensando no hoje, pensando no agora. Agora eu quero você, só você. Quero suas mãos quentes e sua risada contagiante. Quero deitar no seu abraço e sentir falta do seu calor. Quero ter a certeza de que te tenho aqui, mesmo quando não tenho. Quero poucas certezas nessa vida, uma delas é você.


'Ela deixou que a mão dele descesse até abaixo da cintura dela. E numa batida mais forte da percussão, num rodopio, girando juntos, ela pediu: -Deixa eu cuidar de você. Ele disse: -Deixo.'

Caio Fernando Abreu