quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mas que seja bom o que vier, para você, para mim


E talvez, no final das contas, quem precisasse crescer mais fosse eu.
Eu que precisava ver o mundo sob todos os ângulos e sob todas as cores. Precisava aprender as minúcias que a vida tem, que, na maioria das vezes, são incontroláveis. Precisava duvidar de tudo e de todos, para poder saber em que acreditar. Precisava conhecer todos esses tortuosos caminhos que levam ao coração, para ai sim saber o que é amor. Precisava conhecer mais gente, saber até onde se pode ser humano. Precisava acreditar piamente em algo, mas algo tão forte que não desse vontade de parar. Precisava me colocar no seu lugar, precisava disso pra mim, precisava disso pra nós.

'Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Você é muito lindo e eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé'

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

'a canção tocou na hora errada


A verdade é que, quando a gente se apaixona, é difícil saber porquê. Não é o bom humor, a família ou o altruísmo que desperta o amor. Suspeito que seja algo muito, mas muito mais sutil.
Não que eu seja capaz de descobrir o estopim de toda e qualquer relação, que eu saiba onde tudo começou. Mas é fácil saber que a causa é (desafio alguém a dizer o contrário), invariavelmente, absurdamente pequena. A forma como o outro levanta a sobrancelha quando está aprontando talvez seja a faísca que faltava. Ou mesmo o olhar de cachorro abandonado, mesmo involuntário.
E não, eu não desprezo todo o resto. Mas é isso, é resto. É complemento de uma única ação, de um detalhe, que transformou o nada em fogo. Sinceramente, são coisas que não mudam. É essência, é parte de cada um. Chame do que quiser: empatia, alma gêmea, carma. Eu chamo de amor.

'old friend, why are you so shy? ain't like you to hold back or hide from the light. I hate to turn up out of the blue uninvited but I couldn't stay away, I couldn't fight it. I had hoped you'd see my face and that you'd be reminded that for me it isn't over'

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

bum, puf, catibum



Eu me emociono sempre. Especialmente nas viradas de ano. Talvez por tudo que já aconteceu nos meus primeiros minutos de cada ano. Ou então pelo conjunto de pessoas comemorando a mesma coisa, ao mesmo tempo.
A verdade é que, a cada ano, eu me vejo chorando como no anterior. Me vejo desejando coisas cada vez mais mirabolantes que as de antes. mas só pra variar um pouco, eu agradeci. Por cada dia do ano que passou, pelas pessoas que ainda estão nos meus dias. E claro, agradeci por você. Não só pelo acaso que nos uniu, mas, principalmente, por cada parcela de força que nós tivemos nesse tempo todo. Por cada motivo que nos faz estar juntos e felizes. Por cada tentativa de superação sobre o que é amar.
E quem sabe, com um pouco de sorte, eu continue recebendo tudo em dobro, com a benção divina. Que cada lágrima misturada a chuva que hoje caiu seja uma libertação. Seja um grama a menos no peso do meu coração. E que continue assim, cada vez mais leve.