segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

'a canção tocou na hora errada


A verdade é que, quando a gente se apaixona, é difícil saber porquê. Não é o bom humor, a família ou o altruísmo que desperta o amor. Suspeito que seja algo muito, mas muito mais sutil.
Não que eu seja capaz de descobrir o estopim de toda e qualquer relação, que eu saiba onde tudo começou. Mas é fácil saber que a causa é (desafio alguém a dizer o contrário), invariavelmente, absurdamente pequena. A forma como o outro levanta a sobrancelha quando está aprontando talvez seja a faísca que faltava. Ou mesmo o olhar de cachorro abandonado, mesmo involuntário.
E não, eu não desprezo todo o resto. Mas é isso, é resto. É complemento de uma única ação, de um detalhe, que transformou o nada em fogo. Sinceramente, são coisas que não mudam. É essência, é parte de cada um. Chame do que quiser: empatia, alma gêmea, carma. Eu chamo de amor.

'old friend, why are you so shy? ain't like you to hold back or hide from the light. I hate to turn up out of the blue uninvited but I couldn't stay away, I couldn't fight it. I had hoped you'd see my face and that you'd be reminded that for me it isn't over'

2 comentários:

  1. Hoje eu precisava da minha dose de Aline, da sua amizade. Encontro aqui palavras doces, sentimentos profundos, sinceridade.

    Saudades imensas!

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  2. Eu ainda preciso, todos os dias, da minha dose de você.
    Saudades.

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